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Vizualizar Versão Completa : Ryanair e a Madeira


Snippercat
28-03-10, 12:03
Madeira vê a Ryanair basear-se no Algarve

NEGOCIAÇÕES ARRASTAM-SE E FAZEM A MADEIRA PERDER TURISTAS E MUITOS EUROS.

Os responsáveis pela Ryanair fizeram ontem um reparo público à inércia das autoridades madeirenses, a quem responsabilizaram pelo facto da companhia não estar a voar para a Madeira.

A referência figurava no 'powerpoint' de apresentação da operação da empresa a partir de Faro, tendo os responsáveis enfatizado o facto da Madeira estar a perder tráfego e da Ryanair poder ser a solução. O DIÁRIO foi saber porque razão a 'low cost' irlandesa não opera para a Madeira e concluiu que existe uma divergência entre a companhia e as autoridades regionais, que até não é de natureza financeira.

Na primeira proposta que fez, a Ryanair pretendia que os incentivos disponíveis através do Fundo de Novas Rotas assumissem os encargos com as certificações de todos os seus pilotos, proposta que as autoridades consideraram inadmissível.

Em causa até não está o dinheiro que tal incentivo poderia representar. O que a Madeira não aceita é conceder incentivos à certificação pilotos, pois essa tem sido a política das autoridades regionais. Com otal incentivo nunca foi dado a nenhuma outra companhia, não será concedido à Ryanair, posição que tem vindo a comprometer o acordo.

O anúncio público do acordo entre a ANA-Aeroportos de Portugal (1,2 milhões de euros), Turismo de Portugal (1,2) e os empresários hoteleiros do Algarve (600 mil euros) veio tornar evidente que a Madeira não está a potenciar as verbas disponíveis no initiative.pt, já que o sistema de incentivos é nacional e beneficia de recursos financeiros do Estado, bem como do principal accionista da...ANAM, sendo que a componente regional é claramente marginal.

A referência à Madeira no 'powerpoint' usado pela Ryanair surpreendeu os responsáveis portugueses pelo Turismo, onde se incluía o madeirense Bernardo Trindade - o Secretário de Estado do Turismo presidiu à cerimónia de assinatura do acordo - que procuraram indagar o que se estava a passar, manifestando interesse em apoiar uma proposta que desconheciam existir.

A opção da 'low cost' irlandesa em sediar no Aeroporto de Faro sete aeronaves durante o Verão vai potenciar, obviamente, a procura pelo Algarve, até porque a Ryanair tem vindo a oferecer tarifas muito competitivas, opção que a Madeira adiou pois as negociações prosseguem.

Faro companhia quer transportar 1,7 milhões de turistas

Desde 2006 que a Ryanair opera com voos regulares para Faro, ano em que iniciou voos de Dublin, Shannon e Bruxelas, tendo nesse ano transportado 136 mil passageiros a partir de 12 frequências semanais. O ano passado a companhia transportou 587 mil passageiros a partir de 12 rotas para Faro, que garantiam 37 frequências semanais.

Para este ano, a 'low cost' irlandesa decidiu basear 7 aeronaves entre Julho e Setembro, que deverão assegurar 31 rotas e uma capacidade de transporte de 1,3 milhões de passageiros. desta rotas, 13 serão novos destinos: Billund (Dinamarca), Skavsta (Suécia), Oslo Rygge (Noruega), Marseille (França), Bergamo (Itália), Madrid (Espanha), Lubeck e Memmingen da Alemanha, Maastricht (Holanda), Kerry (Irlanda) e Derry (Reino Unido).

A Ryanair é uma companhia aérea de baixo custo (low cost) com base em Dublin, Irlanda, no entanto efectua a maioria das suas operações a partir do Reino Unido, nomeadamente a partir da sua principal base (hub), Londres Stansted. É actualmente uma das maiores companhias aéreas da Europa no sector low cost. Opera 362 rotas em 22 países e tem mais de duas centenas de aeronaves ao seu serviço, oferecendo tarifas ao nível do custo das taxas, promovendo campanhas que têm oferecido milhares de passagens.

In Dnoticias
http://www.dnoticias.pt/Default.aspx?file_id=dn04010703260310&id_user=

Gostaria de saber a vossa opinião sobre este assunto da Ryanair ainda não operar para a Madeira, quem é que tem razão? A Ryanair ou o Governo Regional? Pessoalmente considero que a Ryanair não deveria ser tratada de maneira diferente das restantes. Fala-se muito da quantidade de passageiros que a Ryanair transporta, e a própria Ryanair utiliza isso como argumento para conseguir sacar o que bem quer e entende das autoridades, seja desconto nas taxas, neste caso a certificação dos pilotos. Obviamente que gostaria de ver a Ryanair a voar para a Madeira(até poderia começar a viajar nas LCC ao invés de voar na TAP) mas acho sinceramente que a Ryanair está-se a aproveitar da fama para tentar sacar o mais que puder ás autoridades regionais.

Gaspacho Y Migas
28-03-10, 15:28
Gostaria de saber a vossa opinião sobre este assunto da Ryanair ainda não operar para a Madeira, quem é que tem razão? A Ryanair ou o Governo Regional? Pessoalmente considero que a Ryanair não deveria ser tratada de maneira diferente das restantes. Fala-se muito da quantidade de passageiros que a Ryanair transporta, e a própria Ryanair utiliza isso como argumento para conseguir sacar o que bem quer e entende das autoridades, seja desconto nas taxas, neste caso a certificação dos pilotos. Obviamente que gostaria de ver a Ryanair a voar para a Madeira(até poderia começar a viajar nas LCC ao invés de voar na TAP) mas acho sinceramente que a Ryanair está-se a aproveitar da fama para tentar sacar o mais que puder ás autoridades regionais.

Ola Boa Tarde


Apenas uma rectificacao a Ryanair nao pertende "sacar" o que quer que seja. A Ryanair apresenta os seus argumentos e condicoes, a outra parte apresenta argumentos e condicoes. Se conseguirem chegar a acordo muito bem se nao conseguirem igualmente muito bem, cada qual segue o seu caminho e assume as consequencias das suas decisoes. Numa negociacao, desde que ninguem aponte uma pistola a cabeca do outro, so se chegue a acordo se ambas as partes considerarem a proposta aceitavel para todas as partes.

Como tambem foi dito na press conference a Madeira nao quer e as Canarias quiseram, logo a Madeira assume as consequencias e as Canarias tambem. Foi igualmente dito que a Ryanair tem dezenas de aeroportos a querer negociar com ela, a Madeira e mais um e foi falado porque madeira e Portugal e a conferencia de imprensa foi em Portugal.

Todos precisam de perceber uma coisa, cada vez mais quem manda no transporte aereo sao os operadores turisticos e o Instituto de Turismo, cada vez mais se ve a aviacao como uma extensao do negocio do turismo e cada vez menos como um negocio independente.


Gaspacho Y Migas

PagodaTroop
28-03-10, 16:40
Saudações a Todos:

My two cents:

Se é certo que, num negócio, cada um aceita o que quiser, também é certo que há condições... e condições.

A começar nisto, ainda se haveria de exigir que a RAM pagasse os ordenados das tripulações em voos de/para o LPMA ou os tinteiros para impressão de planos de voo e outra documentação...

Perante estas condições não esperaria outra atitude das instituíções da RAM. Até porque não consigo ver o que a RYR teria assim de tão especial ou único, que justificasse ter um tratamento diferenciadamente favorável em relação às restantes companhias a operar no LPMA, incluíndo as outras LCCs.

Mais e desculpem-me a franqueza: achei de um certo mau tom esse assunto ter sido levantado no local e no âmbito que foi. Para além de pouco ou nada ter a ver com a ocasião, dá, até, a ideia, pelo menos para mim, de que se estaria a ensaiar uma espécie de cena de queixinhas...:thumbdown:

Cumps à Comunidade

tomesaiote
28-03-10, 16:57
Isto faz lembrar o que se passou em Estrasburgo em 2003.
Taambem na altura a AirFrance se queixou que a RYR tinha subvencoes ilegais na linha Estrasburgo-Londres. Tanto se queixou que acabou por ganhar em tribunal...
A RYR mudou-se 45 km para Baden... Ate 2007 a coisa ainda se passou mais ou menos no aeroporto de Strasburgo, ate chegar o TGV... Desde ai os numeros de passageiros nao tem parado de descer....
Em comparacao, em Baden...

"New passenger record in the year 2006: 835,809 passengers use the airport Karlsruhe / Baden-Baden for their travel - 17.4 % more than 2005."

"New passenger record in the year 2007: 978,910 passengers use the airport Karlsruhe / Baden-Baden for their travel, 17.1 % more than 2006."

"New passenger record in the year 2008: 1,151,583 passengers use the airport Karlsruhe / Baden-Baden for their travel, 17.6 % more than 2007."


Pensar, Professor pensar.........

rgds

Snippercat
28-03-10, 19:29
Caro GyM

O termo sacar foi apenas para realçar o tipo de negociação. Não discordo que a RYR não deva ter incentivos(como grande parte das companhias que voam para a Madeira) mas acho que a certificação dos pilotos é um bocado exagerada. Foi me dito por um alto funcionário da Secretaria de Estado do Turismo que sim, já andavam a negociar há já algum tempo, mas que da parte do Governo Regional, e na minha opinião muito bem, não estariam dispostos a aceitar os termos propostos pela Ryanair.

Esta negociação quase que a três partes(Sec Estado, Governo e Ryanair) está parada apenas por esta questão da certificação dos pilotos que a Ryanair simplesmente não está disposta a suportar. Não sei quando custa a respectiva certificação para voar para o Aeroporto da Madeira, mas de certeza que em meia dúzia de meses de aviões cheios o investimento já teria retorno.

aeronabo
28-03-10, 21:11
Hoje em dia, tudo se resume a uma questão de interesses. E neste caso, resta saber se a RYR está mais interessada em voar para a Madeira do que a RAM está interessada em receber os seus aviões. Se assim for, não me parece que a certificação dos pilotos seja um grande problema para a RYR, até porque esta é que é o operador aéreo e não a ANAM ou o governo regional...

Gaspacho Y Migas
28-03-10, 21:40
Boa Noite


Vamos enquadrar primeiro o que foi dito na conferencia de imprensa e porque foi escrito.

1. A Referencia a Madeira foi feita no contexto dos aeroportos nacionais que podem eventualmente interessar a Ryanair. Falou-se nos numeros de OPO e FAO e do crescimento da Ryanair nesses dois aeroportos, falou-se de Lisboa comparando-se com OPO e FAO e como o FNC nao se podia comparar com o continente comparou-se com as Canarias.
2. A Ryanair, ao contrario do que se possa pensar, aceita sempre o que a outra parte impõe, se nao se chega a consenso nao se voa. E o que se passa com o FNC.
3. Para a Ryanair voar para um aeroporto nao e so as taxas que importam, importa tambem o layout do aeroporto (que o diga o pessoal de FAO e em menor intensidade o de OPO). No caso de FNC existe aquela especificidade da pista e tambem do terminal, se o que se quer nao e aceite "tasse bem" nao se voa.

A Ryanair tem outros aeroportos e outras prioridades bem mais interessantes do que o FNC para que complicar a operacao com um aeroporto daqueles? o que muitos profissionais desejam e que nao se voe para FNC por muitos e bons anos e, ao contrario do que se possa pensar, os funcionarios da Ryanair tem um peso grande nas decisoes operacionais e como FNC nao e estrategico...

Ja pensaram que a Ryanair pode nao estar nada interessada em voar para o FNC mas interessada em demonstrar que a Easy nao resolve os problemas da regiao e se nao resolve os problemas da regiao nao resolve, por extensao, os problemas de nenhuma regiao.
O falhanco de Inverno da Easy na operaçao da Madeira deixou sequelas mas a Ryanair nao tem nada que ver com isso e tambem nao gosta de ser empurrada para onde nao quer ir.


Gaspacho Y Migas

pina
28-03-10, 21:54
Primeiro, quais problemas da região? E o que é que a madeira, te a ver com lisboa, ou madrid, para dizer que não resolve os problemas em lado nenhum?

lasVEGAS
28-03-10, 22:25
Caro GyM, não concordo com algumas coisas no seu post (com todo o respeito),

Não acho que seja assim tão linear quando diz "A Ryanair, ao contrario do que se possa pensar, aceita sempre o que a outra parte impõe, se nao se chega a consenso nao se voa", aliás, penso que faz parte da sua excelente gestão e negociação a manipulação da opinião pública e a pressão negocial através da imprensa.

Por outro lado não percebo o que quis dizer com "o que muitos profissionais desejam e que nao se voe para FNC por muitos e bons anos"

E através de que actos é que a Ryanair vai conseguir demonstrar que a Ezy não resolveu os problemas da região? O próprio GyM diz que a Ryanair não está assim tão intressada em voar para a Madeira:

"Ja pensaram que a Ryanair pode nao estar nada interessada em voar para o FNC mas interessada em demonstrar que a Easy nao resolve os problemas da regiao e se nao resolve os problemas da regiao nao resolve, por extensao, os problemas de nenhuma regiao"

A entrada de um operador tão desinteressado na rota, com profissionais contrariados (e com peso nas decisões estratégicas da Ryanair) não me parece também importante para o nosso país....exceptuando claro a criação de emprego ou a alternativa real á "fracassada operação de inverno Ezy na Madeira", mas a Ryanair tem a fama de abandonar rotas com frequência portanto essa criação de empregos seria eventualmente temporária face a tanto desintresse por parte deste operador.

Cumpts,

lasVEGAS

Gaspacho Y Migas
28-03-10, 22:47
Não acho que seja assim tão linear quando diz "A Ryanair, ao contrario do que se possa pensar, aceita sempre o que a outra parte impõe, se nao se chega a consenso nao se voa", aliás, penso que faz parte da sua excelente gestão e negociação a manipulação da opinião pública e a pressão negocial através da imprensa.

Mas isso faz parte do processo negocial e todas as partes, muitas vezes, o fazem, o que quero dizer é que se no final nao existe consenso a Ryanair não voa.

Por outro lado não percebo o que quis dizer com "o que muitos profissionais desejam e que nao se voe para FNC por muitos e bons anos"

Nao e segredo que o que faz, tambem, as low cost ganharem dinheiro é a simplificação do processo de operaçao (o mesmo tipo de aviao, o mesmo lay out interior, a replicação do formato das bases, etc), ter pilotos com certificaçao e pilotos sem certificacao vai trazer problemas, logisticos, de escalas, etc (A Eazy nao teve estes problemas? nao foi a Eaz que disse que nao podia voar porque nao tinha pilotos certificados nas escalas?). Voar para o FNC iria trazer problemas enormes, para se assegurar uma operacao minimamente profissional. Os custos (em termos de esforço) nao compensam os proveitos.

E através de que actos é que a Ryanair vai conseguir demonstrar que a Ezy não resolveu os problemas da região? O próprio GyM diz que a Ryanair não está assim tão intressada em voar para a Madeira:


"Ja pensaram que a Ryanair pode nao estar nada interessada em voar para o FNC mas interessada em demonstrar que a Easy nao resolve os problemas da regiao e se nao resolve os problemas da regiao nao resolve, por extensao, os problemas de nenhuma regiao"

A guerra nao e pela Madeira, a Madeira e um pequeno mercado. A Ryanair demonstra o que faz em OPO e em FAO e aponta o que a Eazy faz na Madeira.

A entrada de um operador tão desinteressado na rota, com profissionais contrariados (e com peso nas decisões estratégicas da Ryanair) não me parece também importante para o nosso país....exceptuando claro a criação de emprego ou a alternativa real á "fracassada operação de inverno Ezy na Madeira", mas a Ryanair tem a fama de abandonar rotas com frequência portanto essa criação de empregos seria eventualmente temporária face a tanto desintresse por parte deste operador.

Leu mal o meu post os funcionarios tem peso nas decisoes operacionais, nao estrategicas, e FNC nao e estrategica.
Quanto ao resto é a sua opiniao, que naturalmente tem direito a ter.



Gaspacho Y Migas

P.S. termino a minha participacao neste topico.

lasVEGAS
28-03-10, 23:14
Não querendo ter a palavra final mas apenas clarificar a opinião acerca do assunto,

Se se refere á noticia sobre o cancelamento de um voo Ezy para a Madeira por altura do fim do ano por alegada falta de pilotos certificados para a rota, essa noticia não foi dada pela Ezy mas sim por um dos veículos de desinformação televisivos.

Que houve cancelamentos por motivos operacionais isso é sabido, dezembro revelou-se terrivel em termos operacionais devido a multiplos factores. O efeito bola de neve tomou proporções caoticas em inumeros operadores, também a Ryanair foi prejudicada se bem que aí dou-lhe razão, a simplicidade operacional com que é gerida não a prejudicou tanto como a outros operadores.

Quanto ao FNC não ser estratégico, penso que inumeras rotas não serão estratégicas para a Ryanair também e isso é claro quando analisamos as declarações de Michael Cawley, Chief Operating Officer da Ryanair in Anna Aero:

"Não perdemos muito tempo a procurar evidências. Verificamos dados demográficos e tomamos uma decisão. Assumimos que cerca de 7 a 10% das rotas possam não resultar, mas não vemos isso como um fracasso mas como sucesso de 90%.

Desistimos das rotas que não sejam sustentáveis após seis meses, por isso há muito poucas com menos de 18 meses de duração que iremos abandonar.

A criação de uma rota é determinada, sobretudo, pelos aeroportos com mais baixos custos.”


Não querendo tirar valor ao peso e avanço da Ryanair em FAO e OPO, a Ezy avançou para uma rota dificil (LIS-FNC) e ao manter a mesma está a dar um sinal de fiabilidade, vamos ver até quando.

Cmpts,

lasVEGAS

PagodaTroop
29-03-10, 00:15
Saudações a Todos, em especial ao caro Gaspacho Y Migas:

Com todo o respeito, permita-me fazer alguns comentários ao que escreveu e que, permita-me a franqueza, me deixou um bocado…confuso:


A Referencia a Madeira foi feita no contexto dos aeroportos nacionais que podem eventualmente interessar a Ryanair. Falou-se nos numeros de OPO e FAO e do crescimento da Ryanair nesses dois aeroportos, falou-se de Lisboa comparando-se com OPO e FAO e como o FNC nao se podia comparar com o continente comparou-se com as Canarias.


OK, aceito. A RYR opera em FAO, OPO e nas Canárias. Mas nada tem a ver com o FNC. E confesso que não estou a ver muito bem como é que as negociações (aparentemente sem sucesso) entre a RYR e a RAM para uma eventual operação em FNC acabam por aparecer no filme e são referidas nos termos em que aparecem no artigo…mas, pronto, isso até nem é importante.


Para a Ryanair voar para um aeroporto nao e so as taxas que importam, importa tambem o layout do aeroporto (que o diga o pessoal de FAO e em menor intensidade o de OPO). No caso de FNC existe aquela especificidade da pista e tambem do terminal.


As tais especificidades da pista não são um problema assim tão grande, julgo eu. Aliás, a ser considerado um problema, o que não falta é solução. Afinal de contas, ao longo de vários anos, centenas de companhias operaram no LPMA (e, antes, no LPFU) sem grandes problemas exceptuando um acidente grave, há quase 33 anos, e para o qual a pista foi apenas um de vários motivos. De resto já vi operarem, no FNC, B777s, L-1011s, A340s, A330s, B767s, C141s e até um B747 e tudo sem problemas de maior. O tipo de avião usado pela RYR (o B738) opera regularmente para o LPMA e não parece haver grande confusão. Por isso…qual é o problema, aí?

E também não percebi qual a grande relevância das supostas especificidades do terminal. Aliás nem percebi que especificidades são essas…

se o que se quer nao e aceite "tasse bem" nao se voa

Obviamente! Aí percebo!


A Ryanair tem outros aeroportos e outras prioridades bem mais interessantes do que o FNC para que complicar a operacao com um aeroporto daqueles? o que muitos profissionais desejam e que nao se voe para FNC por muitos e bons anos e, ao contrario do que se possa pensar, os funcionarios da Ryanair tem um peso grande nas decisoes operacionais e como FNC nao e estrategico...


Mas…se isso é assim…então porque é que se estavam a encetar negociações? Se o FNC não interessa para nada, se é um sítio complicado e cheio de especificidades e se a malta da RYR nem quer cá por os pés, então para quê que se estava a negociar? Caridade? Ia a RYR fazer um enorme, gigantesco, favor à Região Autónoma da Madeira?


Ja pensaram que a Ryanair pode nao estar nada interessada em voar para o FNC mas interessada em demonstrar que a Easy nao resolve os problemas da regiao e se nao resolve os problemas da regiao nao resolve, por extensao, os problemas de nenhuma regiao.


Bom, deixe-me ver se percebi: Então a RYR ia, prescindindo de aeroportos muito mais interessantes, iniciar uma operação demasiado complicada para um aeroporto cheio de especificidades e que nem sequer é estratégico, operação essa que iria contra a vontade e os desejos dos seus profissionais (desejo e vontades essas com muito peso em decisões operacionais)…tudo isto para tentar demonstrar que (e peço desculpa pelo termo que vou utilizar)… a EZY são uns supostos tretas?

Bom…blinkblink

Já agora, pergunto eu: já ocorreu a alguém a ideia de que as entidades públicas regionais, como instituições públicas que são (sujeitas, portanto a regras de direito público), são obrigadas a agir com observância rigorosa de princípios específicos como os da legalidade e igualdade? E já pensaram que, a aceder a custear a certificação dos PNTs da RYR no LPMA, estariam a levantar, mais do que uma questão moral, questões jurídicas? E que isso poderia abrir a porta a reacções judiciais por parte de cada uma das restantes companhias que operam em LPMA – companhias essas que custeam as suas próprias certificações de PNT (algo, acho eu, perfeitamente natural)?

Na minha humilde opinião, para se arriscarem a um proverbial molho de bróculos desse tipo, seria preciso que a RYR fosse a melhor coisa do Planeta Terra depois do pão de forma às fatias. Ou uma espécie de última Coca-Cola no deserto…


O falhanco de Inverno da Easy na operaçao da Madeira deixou sequelas mas a Ryanair nao tem nada que ver com isso e tambem nao gosta de ser empurrada para onde nao quer ir.


Não vejo, sinceramente, essas sequelas. O que eu acho é que os casos negativos que ocorreram (algo normal numa operação de LCC e do tipo que a EZY tem cá) foram uma espécie de abre-olhos para muito pax madeirense que esperava encontrar, numa LCC, as mordomias e soluções a que estava habituado numa TAP ou numa SATA. Acredito que, hoje e à conta dessas ocorrências, muitos desses paxs já usem uma LCC com maior consciência das regras do jogo: You get what you pay for…

E não é a EZY, nem nenhuma LCC, que tem de resolver os problemas desta ou outra região. São os seus órgãos de governo próprio. Coisa que alguém, por aqui, esqueceu-se aquando da implementação da chamada liberalização.

Mas isso já será outra conversa que não cabe aqui…

Cumprimentos,;)

Cumps à Comunidade

JanetFlight
29-03-10, 01:45
GYM...Dê por favor uma espreitadela ás suas PM's...Tanx;)

Gaspacho Y Migas
29-03-10, 08:56
Caro Pagooda


OK, aceito. A RYR opera em FAO, OPO e nas Canárias. Mas nada tem a ver com o FNC. E confesso que não estou a ver muito bem como é que as negociações (aparentemente sem sucesso) entre a RYR e a RAM para uma eventual operação em FNC acabam por aparecer no filme e são referidas nos termos em que aparecem no artigo…mas, pronto, isso até nem é importante.

Foi referido assim no artigo mas na conferencia nao lhe foi dada importancia de maior, como pode testemunhar quem assistiu. Na conferencia fez-se apenas uma referencia, o orgao de comunicacao social em questao e que lhe deu uma relevancia maior.


As tais especificidades da pista não são um problema assim tão grande, julgo eu. Aliás, a ser considerado um problema, o que não falta é solução. Afinal de contas, ao longo de vários anos, centenas de companhias operaram no LPMA (e, antes, no LPFU) sem grandes problemas exceptuando um acidente grave, há quase 33 anos, e para o qual a pista foi apenas um de vários motivos. De resto já vi operarem, no FNC, B777s, L-1011s, A340s, A330s, B767s, C141s e até um B747 e tudo sem problemas de maior. O tipo de avião usado pela RYR (o B738) opera regularmente para o LPMA e não parece haver grande confusão. Por isso…qual é o problema, aí?

E também não percebi qual a grande relevância das supostas especificidades do terminal. Aliás nem percebi que especificidades são essas…

Quando não se quer voar até o Oficial de Placa pode ser um problema. Já expliquei porque em termos operacionais a Madeira será um problema, leia o meu ultimo post.

Mas…se isso é assim…então porque é que se estavam a encetar negociações? Se o FNC não interessa para nada, se é um sítio complicado e cheio de especificidades e se a malta da RYR nem quer cá por os pés, então para quê que se estava a negociar? Caridade? Ia a RYR fazer um enorme, gigantesco, favor à Região Autónoma da Madeira?

Negociar, negoceia-se sempre, as exigências e condicoes e que podem ser maiores ou menores. Este e o ponto de vista de quem negoceia. De quem e operacional o FNC e uma dor de cabeca.
A unica caridade que a Ryanair faz e com o calendario, a Madeira e um sitio lindo e uma das FA mais bonitas que conheco a trabalhar na Ryanair e do Porto Santo, se ela aceitar fazer parte do proximo calendario essa e uma hipotese.


Bom, deixe-me ver se percebi: Então a RYR ia, prescindindo de aeroportos muito mais interessantes, iniciar uma operação demasiado complicada para um aeroporto cheio de especificidades e que nem sequer é estratégico, operação essa que iria contra a vontade e os desejos dos seus profissionais (desejo e vontades essas com muito peso em decisões operacionais)…tudo isto para tentar demonstrar que (e peço desculpa pelo termo que vou utilizar)… a EZY são uns supostos tretas?

A demonstraçao e feita por numeros e estatisticas, foi isso que foi feito na Press Conference. A Ryanair faz o Porto subir e ira fazer FAO subir enquanto na Madeira a Eazy nao evitou a queda dos numeros do Aeroporto, bem como nao evitou em LIS.
Em meu entender nao e o FNC que esta em causa mas a Batalha entre a Ryanair e a Eazy pelo controlo do mercado portugues de medio curso. Ja nao existe mais empresa nenhuma na guerra, todas as outras foram derrotadas ou procuram assegurar os bastiões que tem.
O que esta em causa para as duas empresas e a forma como vao entrar na capital do Imperio.

Não vejo, sinceramente, essas sequelas. O que eu acho é que os casos negativos que ocorreram (algo normal numa operação de LCC e do tipo que a EZY tem cá) foram uma espécie de abre-olhos para muito pax madeirense que esperava encontrar, numa LCC, as mordomias e soluções a que estava habituado numa TAP ou numa SATA. Acredito que, hoje e à conta dessas ocorrências, muitos desses paxs já usem uma LCC com maior consciência das regras do jogo: You get what you pay for…

Acredite que as sequelas existem mas nao a esse nivel.
A Eazy estatelou-se ao comprido e em minha opiniao hipotecou muito do seu futuro em Portugal.



Caro Janet Flight

Li a sua mensagem, muito obrigado pelas suas amaveis palavras. Ainda bem que acha o pessoal bem disposto e sorridente. Fica combinado um copo, provavelmente por alturas da concentracao motard de Faro.
Se o pessoal abusar use o chicote (como todos acham que andamos por aqui obrigados, mal humorados e que somos os escravos do sec XXI, o chicote adequa-se), em alternativa fale com eles e verá que tudo se resolve, eles por norma são simpaticos e bem dispostos.
Nada de querer ver por onde andam as tatuagens...


Gaspacho y Migas


P.S. Agora e que nao escrevo mais neste topico.

pina
29-03-10, 10:00
Bom, na minha opnião, e agora ja sabendo de que problema se estava a falar ( lol que eu também sou lento às vezes) o que aconteceu a EZY podia muito bem acontecer a qualquer outra companhia, Binter, TAP, RYR, qualquer uma. Basta haver um descuido no planeamento e kaput.

A particulariedade das operações na madeira, para além da tal certificação, que tem de ser renovada a cada 6 meses se bem me lembro, é que ainda por cima só pode ser operada por comandantes da companhia.

elacfault
29-03-10, 10:22
Bom, na minha opnião, e agora ja sabendo de que problema se estava a falar ( lol que eu também sou lento às vezes) o que aconteceu a EZY podia muito bem acontecer a qualquer outra companhia, Binter, TAP, RYR, qualquer uma. Basta haver um descuido no planeamento e kaput.

A particulariedade das operações na madeira, para além da tal certificação, que tem de ser renovada a cada 6 meses se bem me lembro, é que ainda por cima só pode ser operada por comandantes da companhia.

Se o piloto operar para la pelo menos uma vez em 6 meses a qualificação não caduca.
Caso contrario tem que efectuar nova qualificação.

Jetstream
29-03-10, 12:43
Não vou acrescentar nada a este tópico...mas não posso deixar passar a cordialidade e troca saudavel de opiniões no mesmo!

Parabéns aos intervenientes

PS: Assim dá gosto

Snippercat
29-03-10, 12:47
Só por curiosidade, quanto custa a certificação a um piloto para aterrar em LPMA?

A Ryanair poderia efectuar voos não só domésticos como também não domésticos. O mercado do UK no que toca a turismo com destino à Madeira é extenso, assim como o austríaco. E com as rotas domésticas podiam sim provar à EZY qye eram melhores que ela(na rota Lisboa - Funchal) e melhores que a Transavia (na rota Porto - Funchal) isto mantendo o modelo de negócios aplicado até agora com as tarifas super low cost que a RYR de vez em quando nos brinda.

C212-100
29-03-10, 15:28
Boa tarde,

Como todos sabem eu não sou defensor acérrimo da RYR, mas uma coisa admiro - a inteligência e capacidade negocial daquela gente.

Em relação a toda esta questão gostava de vos dizer algumas coisas e tentar esclarecer outras:

A RYR não disse que queria operar na Madeira, houve quem entendesse que, depois daquela conferência de imprensa esse era objectivo, não foi o que entendi. Pelo que li e ouvi, acredito que fosse utilizada a tal comparação com a "espantosa capacidade de fazer crescer os números dos aeroportos em que opera" quando comparada com a sua principal oponente na "guerra" das LCC - a EZY. E para além disso, logicamente, que a RYR está interessada em negociar LPMA, como estará com dezenas, se não centenas, de aeródromos, desde que o resultado das negociações seja favorável...

Eu concordo com o G Y M quando ele diz que a operação Madeira (pista e terminal) é complicada para uma LCC e nada interessante. Pelo menos se olharmos para a operação RYR (claramente um exemplo de optimização de recursos e esmagamento de custos). Explicando o porquê de eu entender que LPMA não deverá (a não ser em situações excepcionais) interessar a uma LCC:

1 - Operação que requer qualificação especial de tripulações técnicas - a operação LCC vive muito da comunalidade de frota e tripulações, com a operação em LPMA ia perder a segunda;

2 - O terminal do aeroporto de Sta. Catarina é capaz de ter dos piores "lay-out" para uma LCC. Porquê? Porque só tem posições de "nose-in", apenas um TWY de entrada e saída para a placa principal, seja qual for a pista em uso implica "backtrack" para alinhar e devido à sua localização na ilha necessita de separações entre aviões a chegar e a sair bem maiores do que em qualquer outro aeroporto de que me lembre. O que origina tudo isto? Passo a explicar:

a. Só ter posições de "nose-in": mais custos fixos de "handling", tendo sempre que pagar o tractor de push-back, e menor facilidade para rotações rápidas - principal motor da utilização óptima dos aviões da RYR;

b. Só tem um TWY de entrada/saída da placa principal: implica restrições para push-back e entrada na linha para descolagem;

c. "Backtrack" para ambas as pistas e necessidade de grande separação entre tráfego a chegar/partir de Sta. Catarina: Maior probabilidade de fazer crescer as suas rotações e, tirando em períodos de pouca intensidade de tráfego, pouca possibilidade de rotações na ordem dos 25 min como eles gostam/precisam;

3 - Possibilidade (forte!) de cancelamentos/divergências por meteorologia que depois têm grande repercussão nos "mass-media" - desta publicidade eles não precisam e não lhes interessa.

Eu entendo perfeitamente, e sempre me pareceu que foi essa a intenção, que a RYR tenha usado LPMA para "bater" na EZY. A guerra entre as duas é grande e eu acredito que é intenção da RYR ser a única LCC com expressão europeia. Ora isso só será conseguido batendo na EZY sempre que possam. E perder a oportunidade de ir no andamento de tantos que já batiam na EZY na operação em LPMA era um erro estratégico - e estes senhores não são conhecidos por perderem oportunidades destas.

Acho mesmo que, a não ser em condições muito vantajosas, a RYR não tem interesse em operar para LPMA. Acho isso sim que foi uma bela forma de dizer "Vêm o que nós fazemos? E querem mesmo comparar com o que a EZY faz?"

Para além de tudo isto LPMA ainda tem o problema que o colega PagadaTroop referiu. Tem um cliente muito "especial" e que facilmente fará o retorno às operadoras tradicionais.

Cumprimentos,

Gonçalo Dias

PagodaTroop
29-03-10, 19:27
Saudações a Todos em especial aos colegas GyM e C-212-200:

Antes de mais um obrigado pelas intervenções. Ao colega GyM uma nota: não li o seu post porque na altura estava a escrever e colocar o meu. Mas agora já taxiei até ao stand…:biggrin:

Uma coisa continua-me a parecer real: foi levantada a questão de que: a) existem negociações encetadas entre a RAM e a RYR com vista a uma eventual operação desta última em FNC e b) essas negociações estão num impasse devido à não aceitação, pela RAM, de uma condição da RYR e que se traduz na assunção dos custos com as necessárias certificações dos PNTs da RYR.

Aceito que isto não se tenha passado no evento propriamente dito. Aceito que se quisesse comparar FNC a OPO e FAO (se bem que acho que há demasiadas diferenças à partida para isso ser um exercício de alguma utilidade). Aceito que isto possa ser mais uma cena de tentativa de desancanço na concorrência. Mas a questão surgiu, de facto, à volta do evento (os jornalistas inventam, mas até isso tem limites. E não ouvi desmentidos de ninguém) e mobilizou atenção. E algum interesse, por menor que seja, aparenta indiciar, por parte da RYR ou de alguém na RYR (cá no calhau há um velho ditado que diz: quem fala no barco, quer embarcar), caso contrário só se pode concluir que ou a RYR anda a atirar, com aparente desdém, barro à parede ou anda a por muita gente a perder o seu tempo…

Daí a minha curiosidade ao ver o desinteresse com o caro GyM se refere à operação no FNC. Uma coisa complicada devido a especificidades da pista e do terminal. E, pelo que percebi ( e posso ter percebido mal), essa complicação advém, grandemente pelo menos, da necessidade de certificação de PNTs, das especificidades de adaptar a gestão da operação a essa certificação e os custos inerentes.

Ora se a RYR pretendia que esse custo fosse suportado pela RAM e a RAM disse que não eu até que estou de acordo com essa posição. Desde logo porque a certificação – uma medida de pura segurança operacional – é inerente a aspectos técnicos de operação de aeronaves por pilotos. Logo tem sido e bem, encargo inerente à companhia que os opera. Não vou eu querer comprar um camião para ganhar dinheiro a fazer transportes e exigir que o Estado me pague a carta de pesados. Isto pode parecer demasiado básico mas não deixa de, para mim, ter lógica…

Por outro lado há a questão que referi no meu último post e que se prende com a caixa de Pandora que seria aberta caso a Região custeasse essas certificações. As regras, em mecanismos de decisão públicos, são e devem ser iguais para todos e entidades públicas têm de se pautar por isso. Actuar ao arrepio disso poderá trazer consequências sociais, políticas e jurídicas que não interessarão muito, para não dizer mesmo nada. Julgo eu…

E se a RYR entende que assim não tem condições para operar em FNC, bom…então não opera e pronto!

Como diz e bem o colega GyM: tásse!...:punk:

(Só pode, né?)

Consequências? Vejo-as…consequências de um conceito de liberalização algo amador, concebido e implementado à pressão e demasiado pendurado, à partida, em LCCs. E esquecendo-se, entre muitas, de várias coisas importantes. De que a rentabilidade de operações de e para o FNC não é um valor propriamente ilimitado. De que a realidade de operação de um modelo low-cost tem as suas particularidades, especificas e fundamentais. E de que, em teoria, se a coisa der para o torto as LCCs serão possivelmente o elo mais fraco da cadeia. Etc, etc, etc…

Quanto ao colega C-212-200 agradeço as explicações dadas. Contudo gostava só de deixar duas pequenas notas: a) o LPMA, fisicamente, tem dois TWYs de acesso à pista (e não um) o que permite sempre a utilização de um segundo acesso e b) estou convencido que, no tocante à fluidez de circulação de aeronaves na área de movimento que a mesma não deverá ser tão complicada assim – com excepção das horas-pico de movimento semanal e que serão poucas.

De resto até compreendo e concordo que há aspectos da operação no LPMA que não serão, propriamente, talhados para LCCs. Mesmo assim eu que já vi, por exemplo, montes de rotações de EZYs no LPMA, até fico com a ideia de que serão rápidas. Mas isso algum colega de fórum da escala de FNC da Portway poderá, ou não, confirmar.

De resto há coisas, como o LPMA, que são assim e não podem ser mudadas, mesmo para as LCCs. Foram para a Air Berlin e a Thomson, são para a EasyJet, serão para a Transavia e seriam para a Ryanair…

Só uma opinião. E de leigo…;)

Abraço aos dois!

Cumps à Comunidade

C212-100
07-04-10, 10:57
[COLOR=white]Quanto ao colega C-212-200 agradeço as explicações dadas. Contudo gostava só de deixar duas pequenas notas: a) o LPMA, fisicamente, tem dois TWYs de acesso à pista (e não um) o que permite sempre a utilização de um segundo acesso e b)


Bom dia, Pagoda!

Antes de mais as minhas desculpas pela tardia resposta ao teu post. Estive fora a gozar umas merecidas (as nossas são sempre merecidas :rofl:) férias e nem liguei para a internet.

Relativamente a esta parte do teu post, permite-me que discorde. Claro que, como bem dizes, existe fisicamente dois TWY de acesso à área de manobra e à pista, mas a nível operacional é como se apenas existisse um. Pela sua colocação relativamente à pista nada se ganha pela utilização dos dois em simultâneo porque o "backtrack" exigido é grande. Portanto, mantenho a minha, apenas existe um TWY de acesso à placa (a nível de operação e sua fluídez). Não digo que isto é defeito ou que deveria ser de outra forma. Apenas digo que implica outra (menor) rapidez nas rotações. E em horários de pico (são poucos, eu sei) quem tiver um rádio que oiça a banda aérea ficará facilmente a perceber o tempo que pode por vezes demorar desde a prontidão para "push" até efectivamente alinhar e descolar... Foi apenas a propósito disso que eu falei nessa questão. Estávamos a falar de operação de LCC, essencialmente RYR - conhecida pela sua atenção àqueles pormenores que valem minutos, que somados depois orginam uma maior utilização dos seus aviões.

Abraço!

PagodaTroop
11-04-10, 13:58
Saudações a Todos em especial ao camarada C-212:

Bom dia, Pagoda!

Antes de mais as minhas desculpas pela tardia resposta ao teu post. Estive fora a gozar umas merecidas (as nossas são sempre merecidas :rofl:) férias e nem liguei para a internet.

Relativamente a esta parte do teu post, permite-me que discorde. Claro que, como bem dizes, existe fisicamente dois TWY de acesso à área de manobra e à pista, mas a nível operacional é como se apenas existisse um. Pela sua colocação relativamente à pista nada se ganha pela utilização dos dois em simultâneo porque o "backtrack" exigido é grande. Portanto, mantenho a minha, apenas existe um TWY de acesso à placa (a nível de operação e sua fluídez). Não digo que isto é defeito ou que deveria ser de outra forma. Apenas digo que implica outra (menor) rapidez nas rotações. E em horários de pico (são poucos, eu sei) quem tiver um rádio que oiça a banda aérea ficará facilmente a perceber o tempo que pode por vezes demorar desde a prontidão para "push" até efectivamente alinhar e descolar... Foi apenas a propósito disso que eu falei nessa questão. Estávamos a falar de operação de LCC, essencialmente RYR - conhecida pela sua atenção àqueles pormenores que valem minutos, que somados depois orginam uma maior utilização dos seus aviões.

Abraço!

Olha, eu também tenho que pedir desculpas, pois só agora reparei nesta tua resposta...:redface:

Eu compreendi o teu ponto de vista e, na tua perspectiva de piloto profissional, tens, óbviamente, razão e lógica no que dizes.

O que eu queria dizer foi que, presente o perfil de movimento numa semana típica dp LPMA (com vários períodos fracos ou até mortos, algo que, creio, não mudou muito desde o tempo em que por cá andavas), talvez o layout da área de movimento, sem prejuízo daquilo que, bem, assinalaste, possa não ser um tão grande obstáculo, à partida, à expediência de uma rotação, mesmo segundo padrões LC ou mesmo RYR. Com handling eficiente, boa colaboração do ATC e sem movimento a atrapalhar consegue-se entrar, rodar e sair de forma certamente expedita, penso eu. E, aí, o layout de TWYs e RWYs já não terá assim grande peso. Digo eu, claro!...

Pergunto-me (num ponto de vista de leigo) se um layout como o do LPPR, por exemplo, não poderá, pelo menos teoricamente, ser de algum modo, também penalizante (por exemplo com a RWY 17 em uso). E olha que a RYR não só opera lá como até lá baseou aviões...

De qualquer forma obrigado pela resposta. São intervenções assim que ainda dão piada à casa...:thumbsup:

Grande abraço e espero que as férias tenham sido boas!;)

Cumps à Comunidade