Vizualizar Versão Completa : After Air France crash, Airbus is looking to eliminate black boxes
Paris - European aircraft manufacturer Airbus is looking to replace the black boxes that currently record a plane's vital flight data with a more secure system, company head Thomas Enders said in an interview published Friday .
'To further improve aviation security in the future, we must be sure that we can retrieve all the data in case of an accident,' Enders told the daily Le Parisien.
'For example, the most important flight data could be transmitted in real time via satellite, as is currently the case with information related to aircraft maintenance,' he said.
Enders said Airbus was already working on the issue with its partners and suppliers.
However, when Airbus first raised the possibility of real-time data transmission, in early July, pilots protested, saying that it constituted an infringement on their privacy.
The reason for the reconsideration of the system is the inability by searchers to recover the black boxes from the Air France Airbus A330 that crashed in the Atlantic on June 1, killing 228 people.
The black boxes - a cockpit voice recorder and a flight data recorder - contain data vital to determining what has caused an aircraft to crash.
The wreck of the Air France plane and its two boxes are believed to be lying in a mountainous region of the seafloor, which makes locating them difficult.
Enders told the daily that Airbus was prepared to 'provide significant financial support' for the new stage of the search for the wreck and the black boxes, which is set to begin in the coming weeks.
http://www.monstersandcritics.com/news/europe/news/article_1499213.php/After-Air-France-crash-Airbus-is-looking-to-eliminate-black-boxes
IN Flight Safety Information (08SEP09-207)
However, when Airbus first raised the possibility of real-time data transmission, in early July, pilots protested, saying that it constituted an infringement on their privacy.
Penso que este protesto vem se a transmissão for difundida de forma aberta (sem qualquer tipo de encriptação), podendo "qualquer pessoa" aceder à informação, ou estou errado?
Se estou então quais são os motivos do protesto?
Talvez seja fácil de entender esta reacção natural.
Num mundo global onde cada vez mais caminhamos para um BIG BROTHER generalizado, é compreensível que a reacção inicial seja esta, mas é o principio.
Talvez num futuro próximo se caminhe para uma situação semelhante, mas a privacidade de cada um fica em causa, já que tudo será vigiado em tempo real, quem sabe até mesmo as conversações no cockpit e isso já se está mesmo a ver....
Actualmente mais do que nunca as tripulações são vitimas de processos judiciais, civel e criminal, toda esta informação pode ser utilizada se um juiz assim o determinar e a questão é, será que o principio fundamental que esteve na origem destes mecanismos de segurança e pervenção de acidentes não estará a ser adulterado.
Quanto a mim quem mais prejudicado sai daqui é inevitavelmente a segurança e todo um trabalho de anos realizado em prol desta.
ClearedForTakeOff
05-10-09, 18:23
However, when Airbus first raised the possibility of real-time data transmission, in early July, pilots protested, saying that it constituted an infringement on their privacy.
É por esta mentalidade, e forretice das airlines que só a conta-gotas se conseguem evoluir os sistemas de segurança a bordo. Se for para investir em poupar fuel, aí é sempre a andar.
TCAS só apareceu nos anos 80!! E ainda não é automático.
Talvez seja fácil de entender esta reacção natural.
Num mundo global onde cada vez mais caminhamos para um BIG BROTHER generalizado, é compreensível que a reacção inicial seja esta, mas é o principio.
Talvez num futuro próximo se caminhe para uma situação semelhante, mas a privacidade de cada um fica em causa, já que tudo será vigiado em tempo real, quem sabe até mesmo as conversações no cockpit e isso já se está mesmo a ver....
Actualmente mais do que nunca as tripulações são vitimas de processos judiciais, civel e criminal, toda esta informação pode ser utilizada se um juiz assim o determinar e a questão é, será que o principio fundamental que esteve na origem destes mecanismos de segurança e pervenção de acidentes não estará a ser adulterado.
Quanto a mim quem mais prejudicado sai daqui é inevitavelmente a segurança e todo um trabalho de anos realizado em prol desta.
Há que garantir que o fim apenas seja para estes casos, porque se formos a pensar a informação actualmente também esta lá nas caixas negras.
Se a informação for encriptada para um servidor que guarde x voos de determinada aeronave, no fundo acaba por ser o mesmo, os dados é que não estão só dentro do avião mas fora dele também.
Se calhar estou a pensar mal, se estiver digam algo :)
Off-Topic ON:
Também em Portugal se fala agora muito dos Chips das Matriculas e do seu potencial com as situações de privacidade, por onde andamos e etc etc.
Off-Topic OFF
ClearedForTakeOff
05-10-09, 18:27
Há que garantir que o fim apenas seja para estes casos, porque se formos a pensar a informação actualmente também esta lá nas caixas negras.
Se a informação for encriptada para um servidor que guarde x voos de determinada aeronave, no fundo acaba por ser o mesmo, os dados é que não estão só dentro do avião mas fora dele também.
Se calhar estou a pensar mal, se estiver digam algo :)
Off-Topic ON:
Também em Portugal se fala agora muito dos Chips das Matriculas e do seu potencial com as situações de privacidade, por onde andamos e etc etc.
Off-Topic OFF
Como é que alguém vai interceptar comunicações por satélite?
E o ACARS, ADS-B e Transponder que já se interceptam sem qualquer tipo de complexidade, já que nem cifra e muito menos autenticação têm?
E para nem falar das comunicações de voz?
OS chips de matrícula não são um exemplo *radical*. Os carros já são apanhados com câmeras e radares e muitos (e cada vez mais) já têm um cartão GSM que avisa o 112 em caso de acidente.
Penso que este protesto vem se a transmissão for difundida de forma aberta (sem qualquer tipo de encriptação), podendo "qualquer pessoa" aceder à informação, ou estou errado?
Se estou então quais são os motivos do protesto?
É por esta mentalidade, e forretice das airlines que só a conta-gotas se conseguem evoluir os sistemas de segurança a bordo. Se for para investir em poupar fuel, aí é sempre a andar.
TCAS só apareceu nos anos 80!! E ainda não é automático.
É o principio se não acontece nada deixamos ficar como está, mas se algo de anormal acontece várias vezes ai começa-se a pensar em fazer algo.
Como é que alguém vai interceptar comunicações por satélite?
E o ACARS, ADS-B e Transponder que já se interceptam sem qualquer tipo de complexidade, já que nem cifra e muito menos autenticação têm?
E para nem falar das comunicações de voz?
OS chips de matrícula não são um exemplo. Os carros já são apanhados com câmeras e radares e muitos (e cada vez mais) já têm um cartão GSM que avisa o 112 em caso de acidente.
Sinceramente não sei como funciona o sistema ACARS, ADS-B e Transponder (a níveis de tecnologia de transmissão).
A comunicações de voz estão em aberto sem qualquer tipo de codificação/encriptação.
Já não se pode dizer (por exemplo) o mesmo das comunicações do SIRESP que estão "protegidas"/encriptadas do meio comum aceder.
O que falo é essa transmissão em real time ser "protegida"/encriptada e apenas o seu real receptor poder ter acesso a ela.
Esta é uma discussão que nos poderia levar bem longe, com argumentos válidos, mas a verdade é que os dispositivos tais como Flight Data Recorder ( FDR ) e o Cockpit Voice Recorder ( CVR ) apenas deixam o registo dos parâmetros, dos últimos minutos de voo antes do acidente e como tal são apenas utilizados nesse sentido. Agora com emissão de dados permanentemente em tempo real, o controle é permanente, não sei se estão a ver..
Esta é uma discussão que nos poderia levar bem longe, com argumentos válidos, mas a verdade é que os dispositivos tais como Flight Data Recorder ( FDR ) e o Cockpit Voice Recorder ( CVR ) apenas deixam o registo dos parâmetros, dos últimos minutos de voo antes do acidente e como tal são apenas utilizados nesse sentido. Agora com emissão de dados permanentemente em tempo real, o controle é permanente, não sei se estão a ver..
Tinha ideia que tinham maior capacidade para armazenar informação.
Qual é a capacidade?
ClearedForTakeOff
05-10-09, 18:54
Sinceramente não sei como funciona o sistema ACARS, ADS-B e Transponder (a níveis de tecnologia de transmissão).
A comunicações de voz estão em aberto sem qualquer tipo de codificação/encriptação.
Já não se pode dizer (por exemplo) o mesmo das comunicações do SIRESP que estão "protegidas"/encriptadas do meio comum aceder.
O que falo é essa transmissão em real time ser "protegida"/encriptada e apenas o seu real receptor poder ter acesso a ela.
Continua a ser um não-problema.
A informação está já disponível e acessível a quem quiser, dentro do range VHF. Basta ver o ACARS e ADS-B spotting que alguns forenses fazem com poucas centenas de euros.
No caso do SATCOM, o sinal sobe, ou seja tem de ser apanhado com um satétlite para ser escutado.
Mais uma vez, a política do medo do do Big Brother é servida para esconder que ninguém gosta de ser observado no seu posto de trabalho e que sistemas que não geram lucros não interessam aos operadores.
Sabe que os aviões não têm receptor de ADS-B, apesar de terem emissor?
Vou pôr a coisa por miúdos. Podiam ver os aviões á volta, sabendo o tipo de aeronave, posição GPS, etc, mas não sabem. Têm uma informação muito inexacta do TCAS, com erros de bearing que podem ser de 30 graus. Daí que o TCAS dê resoluções apenas no plano vertical.
Tinha ideia que tinham maior capacidade para armazenar informação.
Qual é a capacidade?
Varia de avião, 30 minutos e 2 horas, mas este numero não deve ser tomado como rígido pois baseio-me no meu conhecimento pessoal.
De facto o tempo é reduzido pois na realidade só interessa o que se passou minutos antes do acidente para posterior investigação, isto ao nível do CVR, já os parâmetros esses ficam gravados para várias utilizações tais como manutenção, segurança de voo, etc.
Continua a ser um não-problema.
A informação está já disponível e acessível a quem quiser, dentro do range VHF. Basta ver o ACARS e ADS-B spotting que alguns forenses fazem com poucas centenas de euros.
No caso do SATCOM, o sinal sobe, ou seja tem de ser apanhado com um satétlite para ser escutado.
Mais uma vez, a política do medo do do Big Brother é servida para esconder que ninguém gosta de ser observado no seu posto de trabalho e que sistemas que não geram lucros não interessam aos operadores.
Sabe que os aviões não têm receptor de ADS-B, apesar de terem emissor?
Vou pôr a coisa por miúdos. Podiam ver os aviões á volta, sabendo o tipo de aeronave, posição GPS, etc, mas não sabem. Têm uma informação muito inexacta do TCAS, com erros de bearing que podem ser de 30 graus. Daí que o TCAS dê resoluções apenas no plano vertical.
A analise que eu faço quando os pilotos contestam esta situação é mais na parte da gravação das conversas a bordo que poderão estar a ser ouvidos por outro alguém.
A questão dos dados do voo, como já disse actualmente podem-se saber através dos sistemas por si indicados.
Eu penso que para assegurar privacidade (Encriptar informação), falamos mais das conversas a bordo do cockpit, que em caso de acidente também poderão ser fulcrais na investigação.
Varia de avião, 30 minutos e 2 horas, mas este numero não deve ser tomado como rígido pois baseio-me no meu conhecimento pessoal.
De facto o tempo é reduzido pois na realidade só interessa o que se passou minutos antes do acidente para posterior investigação, isto ao nível do CVR, já os parâmetros esses ficam gravados para várias utilizações tais como manutenção, segurança de voo, etc.
Mas se a informação for encriptada, poderá por exemplo gravar a informação de um voo apenas...
Não sei digo eu.
Poderá gravar-se os últimos x minutos de transmissão.
Penso que o real problema dos pilotos é se as conversas que têm a bordo ficam disponíveis para toda a gente ouvir, como é actualmente com as comunicações ATC.
A analise que eu faço quando os pilotos contestam esta situação é mais na parte da gravação das conversas a bordo que poderão estar a ser ouvidos por outro alguém.
A questão dos dados do voo, como já disse actualmente podem-se saber através dos sistemas por si indicados.
Eu penso que para assegurar privacidade (Encriptar informação), falamos mais das conversas a bordo do cockpit, que em caso de acidente também poderão ser fulcrais na investigação.
É verdade as conversas é que estão em causa
Engraçado como se colocam as notícias, primeiro e nesta caso em título diz-se que se quer eliminar as caixas com um tipo de frase enganadora " After Air France crash, Airbus is looking to eliminate black boxes ", mas depois já se diz " Airbus is looking to replace the black boxes that currently record a plane's vital flight data with a more secure system " o que não é a mesma coisa.
Quer parecer-me que de modo algum se queira eliminar as caixas, mas sim que para alem das caixas, as informações vitais possam ser transmitidas em tempo real, o que não invalida que estas por lá continuem, pois em casos como o do voo da Air France, em que não foram recuperadas, boa parte da informação vital de voo já esteja em terra.
Cumprimentos,
JC
ClearedForTakeOff
05-10-09, 21:43
Engraçado como se colocam as notícias, primeiro e nesta caso em título diz-se que se quer eliminar as caixas com um tipo de frase enganadora " After Air France crash, Airbus is looking to eliminate black boxes ", mas depois já se diz " Airbus is looking to replace the black boxes that currently record a plane's vital flight data with a more secure system " o que não é a mesma coisa.
Quer parecer-me que de modo algum se queira eliminar as caixas, mas sim que para alem das caixas, as informações vitais possam ser transmitidas em tempo real, o que não invalida que estas por lá continuem, pois em casos como o do voo da Air France, em que não foram recuperadas, boa parte da informação vital de voo já esteja em terra.
Cumprimentos,
JC
Bem visto.
É o nervosismo que dá um avião com bonecos japoneses que não sai do chão...
Se puséssemos a questão por um prisma de armazenamnto de dados, alterando apenas a localização da mesma (isto é, passando do meio físico que é o avião) para um tipo de sistema central de armazenamento?
Porque bem vista a situação, esses mesmos dados já ficam armazenados no CVR e no FDR, ainda que num período limitado de tempo, certo?
Então porque não contruir um "CVR" e um "FDR" externos ao aparelho? Mantendo as mesmas permissas e os mesmos períodos de gravação?
Pelo menos tinhamos a garantia que em caso de acidente esses dados não seriam perdidos.
Penso que a nível de encriptação não constituíria um problema intransponível, mas os meus conhecimentos não me permitem ir muito por aí.
É apenas uma opinião, viável ou não, conto com a opinião de alguém mais avalizado aqui do fórum...
Engraçado como se colocam as notícias, primeiro e nesta caso em título diz-se que se quer eliminar as caixas com um tipo de frase enganadora " After Air France crash, Airbus is looking to eliminate black boxes ", mas depois já se diz " Airbus is looking to replace the black boxes that currently record a plane's vital flight data with a more secure system " o que não é a mesma coisa.
Quer parecer-me que de modo algum se queira eliminar as caixas, mas sim que para alem das caixas, as informações vitais possam ser transmitidas em tempo real, o que não invalida que estas por lá continuem, pois em casos como o do voo da Air France, em que não foram recuperadas, boa parte da informação vital de voo já esteja em terra.
Cumprimentos,
JC
Ok, a resposta ao meu post anterior já estava por aqui!!! Preciso de tomar mais atenção...
Ponho-me para aqui a dissertar e já alguém tinha a resposta...
My mistake
Um Abraço
Boas
Quando há uns bons 50 anos correu a ideia de instalar os CVR e depois os FDR nos aviões a contestação foi igual... mas els estão lá! Como teremos certamente no futuro a transmissão de parametros de voo online e, muitos dizem, num futuro ainda mais longinquo mas que se começa agora a perspectivar, aviões sem pilotos.
Portanto, se calhar daqui aos mesmo 50 anos, estaremos não a colocar em causa um homem mas a fiscalizar uma máquina!
Confesso que para mim muito mais preocupante que alguém possa saber o que um dado avião está a fazer, é o facto de um avião poder desaparecer sem deixar rastro, só se dar por falta dele um par de horas depois e só se lançar uma operação de buscas muitas mais horas depois! Isso sim é que me impressiona... e preocupa porque independentemente de maior mestria da tripulação para executar uma manobra que salve vidas estas estão à partida, práticamente condenadas!
Se esse tal de "Big Brother" ajudar a manter a vigilancia sobre os aviões e se um dia, à conta dele, se conseguirem salvar "meia-dúzia" de vidas estou certo que valerá a pena!
Não podia concordar mais contigo Kispo
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