fatimafelix
11-10-09, 20:55
A braços com uma crise maior do que a provocada pelo 11 de Setembro de 2001, as companhias de aviação procuram novas formas de sobrevivência.
Giovanni Bisignani anda há mais de seis meses a repetir o mesmo discurso. "Esta é a situação mais difícil que a indústria [da aviação] já teve que enfrentar, pior do que o pós-11 de Setembro 2001". Nessa altura, lembra o presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a facturação caiu 7% e as companhias demoraram três anos a regressar aos lucros. Agora as receitas a baterem no fundo, estimando-se quebras na ordem dos 15%. Se aqui somarmos a recessão mundial, a quebra do consumo, com claros reflexos nos padrões de viagens, e o petróleo que já voltou a subir, percebe-se que as companhias de aviação tenham que se reinventar para evitar fechar portas.
"Antes de sucumbir há que tentar adaptar-se às condições de mercado, para grangear receitas para a sobrevivência", diz Sousa Monteiro, ex-comandante da TAP e especialista em transporte aéreo. Uma adaptação que passa antes de mais por cobrar muitas das coisas que sempre estiveram incluídas no preço do bilhete: as refeições a bordo, o transporte da bagagem, os auscultadores e mesmo as almofadas ou os cobertores.
"Se as principais companhias começam a copiar as ‘low cost', a reduzir o serviço de refeições e a cobrar por alguns ‘extras', torna-se difícil de perceber como é que as companhias de bandeira mantém a sua ‘vantagem de marca' nas viagens de ponto a ponto de longo curso", diz Peter Morris, economista-chefe da Ascend Worldwide.
in de
Giovanni Bisignani anda há mais de seis meses a repetir o mesmo discurso. "Esta é a situação mais difícil que a indústria [da aviação] já teve que enfrentar, pior do que o pós-11 de Setembro 2001". Nessa altura, lembra o presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), a facturação caiu 7% e as companhias demoraram três anos a regressar aos lucros. Agora as receitas a baterem no fundo, estimando-se quebras na ordem dos 15%. Se aqui somarmos a recessão mundial, a quebra do consumo, com claros reflexos nos padrões de viagens, e o petróleo que já voltou a subir, percebe-se que as companhias de aviação tenham que se reinventar para evitar fechar portas.
"Antes de sucumbir há que tentar adaptar-se às condições de mercado, para grangear receitas para a sobrevivência", diz Sousa Monteiro, ex-comandante da TAP e especialista em transporte aéreo. Uma adaptação que passa antes de mais por cobrar muitas das coisas que sempre estiveram incluídas no preço do bilhete: as refeições a bordo, o transporte da bagagem, os auscultadores e mesmo as almofadas ou os cobertores.
"Se as principais companhias começam a copiar as ‘low cost', a reduzir o serviço de refeições e a cobrar por alguns ‘extras', torna-se difícil de perceber como é que as companhias de bandeira mantém a sua ‘vantagem de marca' nas viagens de ponto a ponto de longo curso", diz Peter Morris, economista-chefe da Ascend Worldwide.
in de