Jopeg
19-10-09, 09:04
Caros,
In PressTur:
Perdas operacionais vão atingir recorde de 2,9 mil milhões de euros
Crise elimina este ano nas companhias da AEA 95 mil empregos directos e indirectos
Presstur 16-10-2009 (16h30)
A crise da aviação vai provocar a eliminação este ano de 35 mil postos de trabalho directo em companhias que integram a AEA, associação de transportadoras de rede europeias, entre elas a TAP, e mais 60 mil indirectos, afirmou hoje o seu presidente em exercício, Ivan Misetic, da Croatia Airlines.
“A dimensão desta crise não tem precedentes”, comentou Ivan Misetic ao dirigir-se à Assembleia de Presidentes da Associação, reunida em Dubrovnik, que avançou ainda a previsão de um prejuízo operacional por parte das companhias da Associação no montante de 2,9 mil milhões de euros, 50% acima do que era o recorde de perdas, do ano de 2001.
Segundo Ivan Misetic, as companhias aéreas da AEA vão ter este ano menos 22 milhões de passageiros que em 2008, mas em receitas a queda será mais expressiva, uma vez que a queda mais acentuada se deu no segmento de tarifas premium.
“Nos últimos 35 anos não vimos tamanha devastação de valor”, enfatizou o presidente em exercício da AEA, que prognosticou também que não haverá regresso ao “normal”, porque os clientes estão a mudar as expectativas e esta tendência tende a continuar.
Ivan Misetic, aliás, segundo comunicado da AEA, que reúne 33 companhias aéreas de rede europeias com uma frota conjunta de 2.617 aviões e que no ano passado transportaram 366 milhões de passageiros de e para 662 destinos em 162 países, afirmou no discurso inaugural da Assembleia de Presidentes que uma recuperação significativa não está ainda no horizonte e que no médio prazo são de esperar “mudanças fundamentais na estrutura do sector da aviação”.
O comunicado mostra também um endurecimento das posições das companhias aéreas europeias em relação aos fornecedores externos, designadamente aeroportos e serviços de navegação aérea que o presidente da AEA acusou de continuarem a subir os preços.
Ivan Misetic acusou os aeroportos e serviços de navegação aérea de se comportarem como “monopolistas não controlados” e o comunicado diz que a Assembleia de Presidentes acordou reclamar um congelamentos das tarifas de aeroportos e do controle de tráfego aéreo enquanto durar a crise.
O comunicado assinala que as companhias aéreas também reclamaram a prorrogação da suspensão da regra que as faz perder slots (horários de aterragem e descolagem) quando suspendem a sua utilização, que deverá expirar em duas semanas, argumentando que essa suspensão permitiu-lhes ajustar a capacidade face à crise.
“Os cortes de Verão permitiram-nos eliminar milhões de lugares vazios por mês”, observou Ivan Misetic, que também comentou que a não ser mantida a suspensão as companhias aéreas terão uma escolha difícil, entre manter excesso de capacidade ou pôr em causa a integridade futura do seu produto.
O comunicado da AEA diz ainda que os presidentes das companhias AEA expressaram “desapontamento” em relação à Comissão Europeia, por a situação do sector não ter estado na agenda do Conselho de Ministros dos Transportes no dia 9 de Outubro, o que levou a que a questão da suspensão da regra sobre a perda de slots não tivesse sido discutida.
“Não acreditamos que a Comissão não compreenda a importância da mobilidade que a as companhias de rede da AEA propiciam à economia europeia, bem como para a sua coesão e administração”, afirmou Ivan Misetic, que segundo o comunicado enfatizou que “nenhum outro modelo pode replicar a conectividade que as companhias de rede oferecem”.
Ivan Misetic também anunciou que o sector deixará de se rever na designação “companhias tradicionais”.
“É verdade que, colectivamente, temos a experiência e o saber fazer, e que isso nos coloca na vanguarda da nova ordem que se avizinha na nossa indústria”, acrescentou.
Um abraço,
Jopeg
In PressTur:
Perdas operacionais vão atingir recorde de 2,9 mil milhões de euros
Crise elimina este ano nas companhias da AEA 95 mil empregos directos e indirectos
Presstur 16-10-2009 (16h30)
A crise da aviação vai provocar a eliminação este ano de 35 mil postos de trabalho directo em companhias que integram a AEA, associação de transportadoras de rede europeias, entre elas a TAP, e mais 60 mil indirectos, afirmou hoje o seu presidente em exercício, Ivan Misetic, da Croatia Airlines.
“A dimensão desta crise não tem precedentes”, comentou Ivan Misetic ao dirigir-se à Assembleia de Presidentes da Associação, reunida em Dubrovnik, que avançou ainda a previsão de um prejuízo operacional por parte das companhias da Associação no montante de 2,9 mil milhões de euros, 50% acima do que era o recorde de perdas, do ano de 2001.
Segundo Ivan Misetic, as companhias aéreas da AEA vão ter este ano menos 22 milhões de passageiros que em 2008, mas em receitas a queda será mais expressiva, uma vez que a queda mais acentuada se deu no segmento de tarifas premium.
“Nos últimos 35 anos não vimos tamanha devastação de valor”, enfatizou o presidente em exercício da AEA, que prognosticou também que não haverá regresso ao “normal”, porque os clientes estão a mudar as expectativas e esta tendência tende a continuar.
Ivan Misetic, aliás, segundo comunicado da AEA, que reúne 33 companhias aéreas de rede europeias com uma frota conjunta de 2.617 aviões e que no ano passado transportaram 366 milhões de passageiros de e para 662 destinos em 162 países, afirmou no discurso inaugural da Assembleia de Presidentes que uma recuperação significativa não está ainda no horizonte e que no médio prazo são de esperar “mudanças fundamentais na estrutura do sector da aviação”.
O comunicado mostra também um endurecimento das posições das companhias aéreas europeias em relação aos fornecedores externos, designadamente aeroportos e serviços de navegação aérea que o presidente da AEA acusou de continuarem a subir os preços.
Ivan Misetic acusou os aeroportos e serviços de navegação aérea de se comportarem como “monopolistas não controlados” e o comunicado diz que a Assembleia de Presidentes acordou reclamar um congelamentos das tarifas de aeroportos e do controle de tráfego aéreo enquanto durar a crise.
O comunicado assinala que as companhias aéreas também reclamaram a prorrogação da suspensão da regra que as faz perder slots (horários de aterragem e descolagem) quando suspendem a sua utilização, que deverá expirar em duas semanas, argumentando que essa suspensão permitiu-lhes ajustar a capacidade face à crise.
“Os cortes de Verão permitiram-nos eliminar milhões de lugares vazios por mês”, observou Ivan Misetic, que também comentou que a não ser mantida a suspensão as companhias aéreas terão uma escolha difícil, entre manter excesso de capacidade ou pôr em causa a integridade futura do seu produto.
O comunicado da AEA diz ainda que os presidentes das companhias AEA expressaram “desapontamento” em relação à Comissão Europeia, por a situação do sector não ter estado na agenda do Conselho de Ministros dos Transportes no dia 9 de Outubro, o que levou a que a questão da suspensão da regra sobre a perda de slots não tivesse sido discutida.
“Não acreditamos que a Comissão não compreenda a importância da mobilidade que a as companhias de rede da AEA propiciam à economia europeia, bem como para a sua coesão e administração”, afirmou Ivan Misetic, que segundo o comunicado enfatizou que “nenhum outro modelo pode replicar a conectividade que as companhias de rede oferecem”.
Ivan Misetic também anunciou que o sector deixará de se rever na designação “companhias tradicionais”.
“É verdade que, colectivamente, temos a experiência e o saber fazer, e que isso nos coloca na vanguarda da nova ordem que se avizinha na nossa indústria”, acrescentou.
Um abraço,
Jopeg