Vizualizar Versão Completa : Incêndios: Governo confirma estar a estudar pôr Força Aérea a combater fogos
Filipe Abreu
08-08-11, 14:14
.
Incêndios: Governo confirma estar a estudar pôr Força Aérea a combater fogos
08 de Agosto de 2011, 14:04
A Força Aérea está em condições de assumir o combate aéreo dos incêndios a partir de 2012, confirmou hoje à Lusa fonte do ministério da Defesa, referindo um estudo desta ramo militar pedido pelo Governo.
“O ministério da Defesa Nacional solicitou o estudo à FAP [Força Aérea Portuguesa] e esse estudo já foi entregue, tendo como conclusão principal estar a FAP em condições de assumir o combate os incêndios a partir de 2012”, confirmou fonte do ministério de Aguiar Branco.
A notícia foi hoje avançada pela TSF, que explica que a medida está a ser ponderada por representar um corte nos custos.
Também o ministério da Administração Interna, que tutela a matéria, confirmou estar a estudar a possibilidade, mas não adiantou que redução de custos está em causa.
No entanto, fonte do MAI lembrou que o ministro Miguel Macedo, ouvido no Parlamento dia 26 de julho, já tinha referido que o assunto estava a ser estudado.
Segundo a TSF, caso a Força Aérea assuma o combate dos incêndios, será preciso extinguir a EMA - Empresa de Meios Aéreos, sendo que os meios desta empresa pública – incluindo avionetas e helicópteros - passariam para a tutela da FAP.
@Lusa
.
Boa tarde a todos,
Acho esta noticia um pouco estranha, 1º porque é do conhecimento geral os problemas de Tripulações que a FAP tem hoje em dia (sobretudo nas Esquadras de Helicópteros), quanto mais assumir 9 helicópteros que a própria FAP nunca operou, manutenção, cursos, etc.
De forma alguma com 6 Kamov´s 3 Ecureuil´s e 3 Pumas (que ainda vão ter de se submeter a um programa de up grade) que o despositivo anual de combate aos fogos será assim a solução, terá de haver sempre ajuda de privados nas campanhas, esta medida a meu ver, tem como unico objectivo, acabar com a EMA, uma decisão politica.
Eu entendo que a EMA seja um "fardo" demasiado pesado para as contas do Estado, a decisão da sua criação foi tomada há uns anos com o objectivo de recorrer aos privados o menos possivel, o que não se tem vindo a verificar, e durante os meses de inverno, há que o dizer com toda a frontalidade, mais de 70% dos voos da EMA são de caractér instrução e treino.
Os Ecureuil´s efectuam missões para a GNR e PSP, operações Natal e páscoa do trânsito, dérbis e clássicos de futebol e algum treino dos GOI. Quanto aos Kamov´s com a entrada de 3 Médios do INEM espalhados pelo território (Macedo, Aguiar da Beira e Loulé) a sua operacionalidade caiu para numeros muito reduzidos de alerta, treino, treino e mais treino.
Vai ser uma "guerra" interessante de seguir, mais uma vez penso que o Contribuinte vai ficar mais penalizado com estas decisões.
Aguardemos pelas cenas dos próximos episódios....
Abraço,
Tomu
A EMA - Empresa de Meios Aéreos tornou-se um 'elefante branco'.
A utilização dos helicópteros, fora da época dos fogos florestais, é muito menor que a inicialmente esperada.
Os helicópteros KAMOV continuam a necessitar da declaração de aeronave de estado para poderem voar. O custo de manutenção e exploração dos helicópteros KAMOV é exorbitante.
A FAP pode assumir os meios da EMA e desfazer-se dos KAMOV vendendo-os.
E pode (re)colocar os Puma no seu lugar.
E pode, com estes meios, assegurar parte do dispositivo de busca e salvamento - função que estava previsto a EMA vir a assegurar até 10NM da costa - com custos mais reduzidos do que com o EH101 Merlin.
Mas se a FAP substituir a EMA, manter-se-á a necessidade do recurso aos privados para a época do combate aos fogos florestais.
Uma pequena curiosidade sobre a entrada da FAP no combate a incendios para o ano de 2012.
http://novoadamastor.blogspot.com/2011/08/mdn-mai-incendios-e-asneiras-escusadas.html?spref=fb
O custo de manutenção e exploração dos helicópteros KAMOV é exorbitante.
A pergunta até pode ser um bocado inocente mas... porque é que estes helicópteros têm assim manutenção tão dispendiosa?
Vao pensando, ja a anos que andam a pensar... Se calhar vao aprovar quando estiver tudo queimado!
E como a policia aqui no UK durante os ultimos riots, estavam a estudar o uso dos canhoes de agua contra os idiotas, quando aprovaram ja era tarde demais. facepalm
A pergunta até pode ser um bocado inocente mas... porque é que estes helicópteros têm assim manutenção tão dispendiosa?
- um consumo horário, de aproximadamente 800 litros de combustível
- contrato de aquisição/manutenção com algumas """questões"""
- (desconheço a filosofia Russa) filosofia de manutenção do fabricante um pouco diferente da dos fabricantes ocidentais
a adicionar a uma aeronave (talvez) um pouco sobre dimensionada (há semelhança dos EH101 da FAP - e o artigo do blog, é interessante, não fosse, na minha opinião, um tanto ou nada tendenciosa....) para todas as outras missões que não o combate incêndios...
cump
para o ano em principio tambem vai haver menos incendios, temos os jogos olimpicos e o europeu de futebol
Vem hoje no Jornal I:
O governo vai extinguir a EMA - Empresa de Meios Aéreos, e as funções que lhe estão atribuídas, protecção e socorro, passarão a ser desempenhadas pela Força Aérea já a partir de 2012.
Este assunto está a ser estudado conjuntamente pelo Ministério da Defesa, que tutela a Força Aérea, e pelo Ministério da Administração Interna, que tutela a EMA, e a decisão deverá ser comunicada no final da época de incêndios, para evitar constrangimentos maiores.
O Ministério da Defesa apenas confirmou que o estudo pedido à Força Aérea sobre a sua capacidade para assumir as funções da EMA, e que foi entregue no início do Verão, reconhece essa competência, em termos técnicos e humanos, a partir do próximo ano.
A Empresa de Meios Aéreos foi criada em 2007 pelo então ministro da Administração Interna, António Costa, "como instrumento fundamental na execução de uma estratégia de profunda reforma estrutural na política de segurança interna". À EMA passou a estar atribuído, por decreto-lei, o direito exclusivo para missões públicas no âmbito do Ministério da Administração Interna: prevenção e combate a incêndios, vigilância de fronteiras, recuperação de sinistrados, segurança rodoviária, apoio a forças e serviços de segurança e protecção e socorro.
Quando foi criada, o objectivo da empresa era garantir uma política mais eficaz em termos de segurança interna e também poupar dinheiro ao Estado, o que não se veio a verificar. Em quatro anos poucas foram as missões requisitadas à EMA. Isso não impediu que o Estado gastasse perto de 100 milhões de euros com a empresa desde a sua constituição.
Confrontado com a actual situação da empresa e com a decisão tomada na altura, António Costa, agora à frente da Câmara Municipal de Lisboa, diz que desde 2007 que não acompanha a EMA, pelo que não dispõe de informação que lhe permita responder. No entanto, o autarca do PS explica: "Preferi contar com a Força Aérea e diligenciei nesse sentido, o que infelizmente não se revelou possível, tendo sido necessário adoptar uma solução alternativa."
O que António Costa não explica é porque "não se revelou possível" à data atribuir estas funções à Força Aérea. Sabe-se porém que a decisão do governo Sócrates foi tomada "na sequência das conclusões apresentadas por uma comissão especial para o estudo de meios aéreos de combate aos incêndios florestais".
As contas da EMA não são fáceis de perceber. E quer o presidente da empresa, Rogério Pinheiro, quer o Ministério da Administração Interna mostraram- -se indisponíveis para esclarecer algumas questões. No site da EMA, por exemplo, é impossível encontrar informação suficiente e coerente sobre a situação económico-financeira da empresa. O mesmo relativamente às missões de socorro e protecção em que participou desde a sua criação.
Apenas é perceptível que este ano, em Agosto, participou numa missão de resgate ao serviço da Autoridade Nacional de Protecção Civil e que, em Julho, terá participado numa missão de combate a incêndios florestais realizada a partir do Centro de Meios Aéreos de Proença-a-Nova.
A passagem dos serviços da EMA, e também a integração de alguns dos seus meios, para a esfera da Força Aérea irá gerar uma forte poupança, a começar pelos custos de manutenção, uma vez que grande parte deste serviço é prestado nas bases, passando pelos seguros e pelos ordenados dos pilotos, que na Força Aérea não ultrapassam, em média, os 3 mil euros brutos, enquanto um piloto civil raramente ganha menos de 5 mil euros.
Desde o início do ano a Força Aérea Portuguesa já participou em 461 missões, de evacuações humanitárias a operações de busca e salvamento.
Cmpts,
Tomy
ola quais vao ser os avioes da FAP a combater os incendios?
Boas
Os helicópteros penso que vão ser os Pumas
Os aviões os C-130, mas não tenho dúvidas que tanto para asa fixa como rotativa irão ser comprados meios mesmo só para o combate aos incêndios... ex: Canadair
duvido que se va comprar algo para os incendios, fica muito caro de os manter
Boas
... mas não tenho dúvidas que tanto para asa fixa como rotativa irão ser comprados meios mesmo só para o combate aos incêndios... ex: Canadair
E dinheiro para pagar essas aquisições?
Não creio que nos anos mais próximos se venha a ver algo de novo ( ou até mesmo usado ) no dispositivo aéreo de combate a incêndios. Em termos orçamentais, agora já estamos mal, nos anos mais próximos estaremos desesperados. Por isso...
A questão, no meu ponto de vista, é desmantelar a estrutura burocrático / administrativa que foi criada na EMA e que é muito, mas mesmo muito, cara. É dinheiro atrás de dinheiro, a começar logo pela administração.
Aliás a EMA nunca deveria ter existido. A ganância de conseguir lugares para meter boys está na sua origem, sem dúvida.
Em termos operacionais - que é o que conta - a FAP vai " pegar " nos meios que lá estão, adicionar os pumas no calendário já divulgado, juntar mais um ou outro alouette e manter tudo isso como dispositivo permanente, talvez baseado em Tancos ( digo eu... ). Numa fase transitória até acho que os actuais pilotos continuarão por lá, mais um, dois ou até três anos, como civis contratados ( os que não militares ou GNR ) e que irão gradualmente sendo substituidos por pilotos militares ( ótima oportunidade para contratação RC PIL ).
Para a tradicional época estival, mantém-se o já habitual reforço por via da contratação por concurso de meios. Há muita gente que reclama a alteração do contrato que, em vez do contrato anual, passe a ser pluri-anual, por três ou cinco anos.
A FAP pode fazer tudo isto perfeitamente, tem know-how para tudo isto sem qualquer drama.
Just my opinion.
Cumprimentos,
Pikas e Bruno, por um lado concordo perfeitamente com vocês, realmente a situação da nossa economia irá piorar, e com certeza adjudicar o combate aos incêndios à FA será uma mais valia em termos económicos. Penso que o governo com isto queira eliminar completamente os concursos externos para o combate aos incêndios.
A única coisa que tenho contra isto é o facto de eu um dia como piloto quiser trabalhar no combate aos incêndios em Portugal agarro-me ao quê?
Aí não és piloto da força aérea estás fora.. E não adianta pensar em regimes de contracto, as vagas que (se abrirem) irão abrir, serão pouquíssimas e todas para sobrinhos e afilhados
A dimensão do nosso país não justifica a existência de um conjunto de meios de combate a incêndios florestais (mesmo que no resto do ano possam fazer outras missões) que satisfaça a procura e as necessidades do verão e que se mantenha durante o ano inteiro. O reforço dos meios aéreos de combate aos incêndios florestais por contratação de meios suplementares manter-se-á forçosamente.
A gestão dos meios aéreos permanentes, essa sim deixará de ser efectuada pela Empresa de Meios Aéreos (EMA) e passará para alçada da Força Aérea Portuguesa.
Foi avançado, e será verdade ou não, que desse quadro permanente de meios aéreos farão parte os Ecureil da EMA e alguns Puma da FAP mas não os Kamov. Que mais meios farão parte, se alguns, é ainda desconhecido ... embora se tenha flado da reactivação do(s) kit para os C130 ou da aquisição de Canadair ...
Falta agora discutir/saber duas questões de extrema relevância ...
- quem operará, ou melhor, pilotará esses meios aéreos ! A Força Aérea luta com falta de tripulações para os seus meios aéreos pelo que dificilmente assegurará tripulações para os Ecureil ou Puma ... recorrer-se-á (finalmente) à contratação de civis ?
- e os helicópteros ? serão incorporados na Força Aérea ou apenas geridos por esta ? teremos civis a operar meios aéreos militares ?
Será interessante acompanhar a evolução desta situação ...
o problema de se comprar por exemplo o canadair é o que fazer com eles durante os 7 ou 8 meses sem incendios?
o problema de se comprar por exemplo o canadair é o que fazer com eles durante os 7 ou 8 meses sem incendios?
O problema é o dinheiro que não há.
O que fazer com eles durante esse tempo de " não " incêndios? há países que os utilizam para vigilância da costa.
Há uma outra questão e que reforça a necessidade de um " núcleo " permanente de meios aéreos de combate a incêndios: as alterações climáticas.
Houve tempo em que já se sabia que a época ( altura proprícia pelas elevadas temperaturas e humidade muito baixa ) era de Julho a meio de setembro. Com a instabilidade climática, assistimos a anos em que em Fevereiro ou Março, até mesmo em Outubro ou Novembro há tantas ou mais condições para os incêndios. E há-os, de facto.
Cumprimentos,
para o ano nem deve haver tanto incendio, vai haver o europeu de futebol
Que tal aluga-los para países que necessitem deles durante o nosso inverno? Ou patrulho de costa também.
Qual é a relação do Euro com os incêndios Bruno? Agora fiquei curioso
Que tal aluga-los para países que necessitem deles durante o nosso inverno? Ou patrulho de costa também.
Qual é a relação do Euro com os incêndios Bruno? Agora fiquei curioso
e a quem poderiamos alugar???
ha que notar que quando ha este tipo de eventos a epoca de incendios começa sempre mais tarde
Não sei a quem mas pensei na Turquia ou à Grécia, são países bem mais secos que o nosso e se a época lá começasse mais cedo que a de cá e se prolongasse até mais tarde, à Austrália durante o nosso Inverno apesar de achar que eles devem estar bem fornecidos de meios aéreos. Países como os EUA ou o Canadá caso eles tivessem uma grande emergência, isso ou ficarem a apanhar geada o Inverno todo. Isto não passa da minha opinião sem grande estudo de caso.
eu tambem percebo pouco, mas talvez logica seria a 1 pais do hemisferio sul
a grecia creio que tem canadairs
A juntar a este triste folhetim, seria interessante que passassem por LPSO (aeródromo de Ponte de Sor).
Foi e está a ser feito naquele aeródromo um projecto megalómano... uma verdadeira base aérea (e com Tancos logo ali ao lado). Foram investidos (segundo dizem) cerca de 15 milhões de Euros facepalm. A nova pista é digna de ser vista. As obras decorrem há longos meses e ainda não terminaram. A infra-estrutura, com quase 2000m (?) de pista e com iluminação para voo nocturno, é capaz de envergonhar grande parte das pistas açorianas. blink
As instalações da EMA também são dignas de serem vistas (não sei quantos milhões terão custado). Que eu saiba, não existe nada de semelhante (de tão bom e tão moderno) na FAP (repito... Tancos fica logo ali ao lado... e também está às moscas). facepalm
Quem vai até lá fica desolado. Pura e simplesmente não existe sinal de vida. Nota-se que as instalações estão a ser utilizadas (devido a alguns carros no estacionamento). O tráfego aéreo (helicópteros) é raríssimo. A única vez que vi alguém a voar por aquelas bandas foram alguns ULMs (e já faz muitos meses atrás).
Mais do que um elefante branco... considero isto um escândalo.
Anda neste momento toda gente escandalizada com as trafulhices que o Alberto João fez na Madeira (e com a PGR já no terreno) e ninguém se preocupa (aparentemente) com as monstruosidades que o Sócrates fez ao nosso país. Sem dúvida uma herança brutal. Ser julgado em tribunal seria pouco...
A antiga BAse Aérea de Tancos pertence hoje em dia ao Exército e será a base da UALE - Unidade de Aviação Ligeira do Exército.
O Aeródromo de Ponte de Sôr poderá muito bem continuar a ser a Base Operacional dos meios aéreos de combate a incêndios.
A antiga BAse Aérea de Tancos pertence hoje em dia ao Exército e será a base da UALE - Unidade de Aviação Ligeira do Exército.
O Aeródromo de Ponte de Sôr poderá muito bem continuar a ser a Base Operacional dos meios aéreos de combate a incêndios.
Concordo com tudo o que escreveu... mas se pertencessemos a um país rico... o que não é o caso.
De facto, Tancos agora pertence ao Exército supostamente para ser a futura base da "UALE" (eu disse futura pois há quase uma década que o projecto está em stby). Trata-se de mais um elefante branco que dificilmente algum dia terá pernas para andar (graças a Deus). Isto depois de já se terem enterrado vários milhões de Euros para nada (incluindo a formação de muitos pilotos do Exército que entretanto já perderam a qualificação ou abandonaram a organização).
Portanto, como somos um país pobre faria todo o sentido não se enterrarem milhões de Euros numa infra-estrutura que (quase de certeza) apenas irá servir no futuro para o usufruto privado de meia dúzia de pessoas.
Os helis da UALE deverão começar a chegar no início do próximo ano deverendo estar para breve a definição, publicação e difusão das suas áreas de trabalho/treino.
Boa tarde a todos,
Este arranque operacional da UALE, ainda vai dar muito que falar. Neste momento os unicos Pilotos que a Aviação do Exército possui, nenhum tem capacidade para assumir o Comando de 1 NH90. Os mais experientes já passaram para a reserva e voam em Companhias civis, os que ainda se encontram no quadro, voavam a co-pilotos de Kamov na EMA e outros ao abrigo de um plano de cooperação com Espanha, voavam Super Puma e Bell para o Exército Espanhol, óbviamente nunca passando a comando.
Abç.
Tomy
O tráfego aéreo (helicópteros) é raríssimo. A única vez que vi alguém a voar por aquelas bandas foram alguns ULMs (e já faz muitos meses atrás).
...
Concordo com o conteudo do seu post, mas nos últimos tempos o aeródromo tambem tem estado fechado ao trafego. NOTAM - D0627/11.
Os helis da UALE deverão começar a chegar no início do próximo ano deverendo estar para breve a definição, publicação e difusão das suas áreas de trabalho/treino.
O quê?
Então chegamos ao ponto de sonegar serviços de saúde a quem deles precisa porque não há dinheiro e depois arranja-se " brinquedos " novos?
É importante assimilar que dos 30% ( grosso modo ) que vamos ter que empobrecer nos anos mais próximos, ainda nem sequer 10% realizamos e já está a doer e bem. Em 2015 o déficit será perto de zero, isto é, temos que viver mais ou menos com o que ganhamos.
Eh pá, bem sei que isto são contratos de outro tempo, mas não há dinheiro, logo não há vicíos.
Desistam, é recebe-los e vendê-los de imediato, façam qualquer coisa, mas incorporá-los é que não. Ninguém compreenderia isso, eu incluido.
Era só o que faltava. No meio da violenta austeridade, aumento de impostos e de cortes em serviços essenciais desviar verbas para pagar helicópteros para as FA's.
Possivelmente até são necessários mas há outras prioridades e muitas.
Cumprimentos,
a verdade é que tancos ate podia ser 1 porta aviões, mas poderia la ter os meios aereos, em vez de se ter investido na ponte de sor
UALE, Ponte de Sor "Intl airport" e a EMA são três aberrações inventadas pela incompetência e gestão danosa dos nossos governantes.
Quanto à UALE, estou convicto que nunca terá pernas para andar... e por muitas razões. Primeiro, porque o Exército não possui uma coisa absolutamente essencial: experiência e cultura operacional para operar meios aéreos (e muito menos helicópteros de combate). Este tipo de experiência exige muitos anos (talvez décadas) de preparação, coisa que o Exército não possui.
E segundo, porque irá ser necessário um esforço financeiro absolutamente medonho para que uma UALE verdadeiramente operacional consiga ter pés para andar, coisa que neste momento eu não acredito que possa acontecer. Portugal está quase falido.
A EMA foi e é um erro tremendo e garantidamente que os helis do Exército também o serão.
Parabéns, pela racionalidade da medida e por darem à FAP a possibilidade de prestar um serviço para o qual tem toda a competência. Por outro lado esta medida vai permitir que os pilotos, técnicos e equipamentos tenham mais missões e que mantenham um elevado grau de operacionalidade.
Ricardo Ferreira
27-09-11, 19:03
Parabéns, pela racionalidade da medida e por darem à FAP a possibilidade de prestar um serviço para o qual tem toda a competência. Por outro lado esta medida vai permitir que os pilotos, técnicos e equipamentos tenham mais missões e que mantenham um elevado grau de operacionalidade.
Esta medida pode ser tudo menos racional. Só mesmo quem não sabe como opera a FAP pode achar que isto vai ficar mais barato e aprova esta medida. A maneira de ambos operarem é em tudo diferente. Já nem vale a pena falar na ideia de reactivar o Puma que para os tirar do estaleiro já fica caríssimo. Quando estava na FAP, sempre me disseram que o Puma no ar fica mais caro que o F16 e na altura não andava a carregar baldes de água. Depois falemos dos treinos das tripulações e no número de horas que cada piloto da FAP fará para se manter proficiente.
A EMA precisava de uma auditoria para se perceber por onde estava a sangrar dinheiro mas penso que a solução não passa por trocar uma sangria por outra. E nem vale a pena falar nos ordenados dos pilotos pois isso sim é demasiado ridículo.
Apenas a minha opinião
Dizem os 'expert' que por cara que seja a hora do voo dos Puma será sempre (muito) mais barata que a hora de voo dos Kamov ...
A grande questão, para mim, reside no 'modus operandi' deste novo esquema ...
A FAP vai limitar-se a gerir os meios de combate aos incêndios florestais ou vai operar os meios de combate aos incêndios florestais ?
A FAP vai formar pilotos para operar os Puma e os Ecureil ou vai contratar civis para operar os Puma e os Ecureil ?
As missões de combate a incêndios florestais e de treino das tripulações para tal vão ser assumidas como missões 'normais' da FAP, além das actuais de transporte, busca e salvamento e apoio a outras missões das Forças Armadas ou serão um 'caso à parte' e destinar-se-ão a um grupo de tripulantes cometido exclusivamente às missões de combate a incêndios ?
Ricardo Ferreira
27-09-11, 21:58
Dizem os 'expert' que por cara que seja a hora do voo dos Puma será sempre (muito) mais barata que a hora de voo dos Kamov ...
A grande questão, para mim, reside no 'modus operandi' deste novo esquema ...
A FAP vai limitar-se a gerir os meios de combate aos incêndios florestais ou vai operar os meios de combate aos incêndios florestais ?
A FAP vai formar pilotos para operar os Puma e os Ecureil ou vai contratar civis para operar os Puma e os Ecureil ?
As missões de combate a incêndios florestais e de treino das tripulações para tal vão ser assumidas como missões 'normais' da FAP, além das actuais de transporte, busca e salvamento e apoio a outras missões das Forças Armadas ou serão um 'caso à parte' e destinar-se-ão a um grupo de tripulantes cometido exclusivamente às missões de combate a incêndios ?
O que li era que os Kamov seriam para vender
Sim, diz-se que o dispositivo fixo de combate aos incêndios será composto por Pumas da FAP e pelos Ecureil da EMA.
Os Kamov são para 'abater' ... se serão vendidos é outra história ...
Os Kamos são para 'abater' ... se serão vendidos é outra história ...
Vendidos ?? Mas foram comprados ou foram adquiridos em sistema de leasing ??
abr
No Registo Aeronáutico Nacional está indicado o proprietário e o operador.
No caso de leasing aparece normalmente como proprietário o real dono do bem (empresa de leasing ou banco ou ...) e no operador a companhia que opera a eronave.
No caso dos Ecureil e Kamov a Empresa de Meios Aereos SA aparece como proprietário e como operador ...
Vendidos ?? Mas foram comprados ou foram adquiridos em sistema de leasing ??
abr
Em leasing não foram, de certeza absoluta.
O negócios dos kamov's foi feito sem entrega de dinheiro, isto é, para saldar a dívida que a nação camarada URSS tinha para com Portugal. Houve para aí umas negociatas, no bom tempo em que o povo era quem mais ordenava, e ficaram-nos a dever " umas massas ". Como era algo escandaloso, a Rússia, herdeira da dívida, lá acertou o negócio. Também era para terem vindo beriev's, que aliás até estiveram cá durante uma época, em testes. O valor em dívida não chegou e ficou-se só pelos kamov's.
Cumprimentos,
...Também era para terem vindo beriev's, que aliás até estiveram cá durante uma época, em testes. O valor em dívida não chegou e ficou-se só pelos kamov's.
Cumprimentos,
Daí a construção do Ponte de Sor Int'l airport com seus 2000 m de comprimento (mais coisa menos coisa).
Como dizia um amigo meu ("bife" por sinal), Portugal é um país maravilhoso... só é pena é ser muito mal frequentado. blink
Ricardo Ferreira
30-09-11, 04:18
Daí a construção do Ponte de Sor Int'l airport com seus 2000 m de comprimento (mais coisa menos coisa).
Como dizia um amigo meu ("bife" por sinal), Portugal é um país maravilhoso... só é pena é ser muito mal frequentado. blink
Já ouvi qualquer coisa que a AAE estaria interessada em se mudar para lá uma vez que o contrato de 10 anos com o actual "aeródromo" estava a acabar.
Esta medida pode ser tudo menos racional. Só mesmo quem não sabe como opera a FAP pode achar que isto vai ficar mais barato e aprova esta medida. A maneira de ambos operarem é em tudo diferente. Já nem vale a pena falar na ideia de reactivar o Puma que para os tirar do estaleiro já fica caríssimo. Quando estava na FAP, sempre me disseram que o Puma no ar fica mais caro que o F16 e na altura não andava a carregar baldes de água. Depois falemos dos treinos das tripulações e no número de horas que cada piloto da FAP fará para se manter proficiente.
A EMA precisava de uma auditoria para se perceber por onde estava a sangrar dinheiro mas penso que a solução não passa por trocar uma sangria por outra. E nem vale a pena falar nos ordenados dos pilotos pois isso sim é demasiado ridículo.
Apenas a minha opinião
Boa noite,
caro amigo, permita-me corrigi-lo e responder aos pontos que levanta, já que tenho bastante experiência naquilo que aponta à FAP.
Quanto aos custos, posso assegurar-lhe que operar Puma fica bem mais barato do que operar Kamov. Não quero cometer nenhum erro, por isso não me arrisco dizer que até operar EH101 fica mais barato do que operar Kamov,
mas não devo andar longe da verdade.
Contudo, essa comparação seria falaciosa, porque estamos a comparar alhos com bugalhos. O Kamov levanta um balde de 4000 Lts, o Puma nunca irá além dos 2000. Portanto, fica bem claro que o Puma não consegue substituir o Kamov em absoluto, e como não tenho experiência em combate a incêndios, desconheço se é essencial ter helis "pesados" no dispositivo, mas arrisco-me dizer que é bastante importante.
Reactivar o Puma tem custos minimos para 3 aeronaves, os 3 Pumas que vieram dos Açores têm horas disponiveis com fartura até 2018, quando precisam de uma Inspecção aprofundada. Ao contrário do que se costuma ler na comunicação social, os Pumas não estão "estafados", têm 40 anos, mas a célula tem poucas horas.
Ao nivel dos equipamentos, o custo de meter os Pumas a fazer combate a incêndios é minimo, e implica até retirar equipamentos, imagine-se. A unica coisa que se planeia meter é um GPS certificado (barato). A FAP é entidade certificadora, portanto, zero custos nessa área.
Olhando para isto de forma mais abrangente, o que poderá acontecer é uma racionalização de meios com enormes vantagens financeiras. Os Puma no Inverno não ficam encostados (como os Kamov ficam a maior parte das vezes), e podem ser utilizados em outras missões, como seja apoio ao INEM nas Evacuações Secundárias (que os Kamov não fazem porque as condições para a equipa médica trabalhar são precárias, a cabine é pequena), e todas as outras missões em que o Kamov também é empenhado, buscas, apoio à policia, etc, etc.
Quanto ao custo por hora de voo de um Puma, garanto-lhe que é menos que um F16, menos que um Kamov (cerca de 4 vezes menos), e espante-se, é menos do que as empresas civis cobram por hora de voo de AS350. É preciso recordar que existe um stock imenso de spares na FAP, mecânicos qualificados, estrutura montada, etc, etc.
Quanto ao treino dos pilotos, existe uma pool grande de pilotos com experiência de Puma, e a nivel de qualificações especificas para a missão, são poucas horas. As tripulações de EH101 precisam de niveis de treino elevados porque fazem missões de SAR nocturnas, no Atlântico Norte, em condições muito adversas. No caso do combate a incêndios, o nivel de treino será minimo.
Quanto a outras questões que são levantadas pelo "ForumUser", os meios serão meios da FAP, operados por pilotos da FAP, e a missão de Combate a incêndios não será exclusiva, decerto, face ao que escrevi acima.
Resumindo, no momento em que o país se encontra, a solução de empregar meios da FAP no combate a incêndios vai permitir criar uma série de sinergias (AS350 podem fazer instrução no Inverno, Puma pode fazer várias missões no Inverno) e vai-se poupar bastante dinheiro, com uma relação custo/beneficio que parece ser boa.
Mas a decisão final está nas mãos do poder politico, obviamente.
O ideal seria ter muitos meios, todos especializados, etc, mas nesta altura não nos podemos dar a esse luxo.
Cumprimentos
Gosto quando os jornalistas falam nas suas reportagens sobre os incendios fora de epoca, que por esta epoca do ano tem assolado o pais. Muitas vezes "queixam-se" que nao existem meios aéreos, ou que são escassos....mas ainda assim, lá anda na maioria das vezes um ou outro kamov ...:whistlinggd5:
Gostava que os "entendidos" que defendem o fim de meios permanentes contratados ( ou proprios, como a EMA), para estas e outras tantas missoes (Inem, Proteção Civil, etc... ) , falassem nestas condiçoes.... quando são precisos...."quando tá tudo a arder" ....porque quando tudo corre bem, ou não faz falta, é facil falar que estão a mais, que nao fazem falta, ou que a FAP faz mais e melhor ..... dumb
Cump
Ps: amigo pinhofap, há quanto tempo..
Em leasing não foram, de certeza absoluta.
O negócios dos kamov's foi feito sem entrega de dinheiro, isto é, para saldar a dívida que a nação camarada URSS tinha para com Portugal. Houve para aí umas negociatas, no bom tempo em que o povo era quem mais ordenava, e ficaram-nos a dever " umas massas ". Como era algo escandaloso, a Rússia, herdeira da dívida, lá acertou o negócio. Também era para terem vindo beriev's, que aliás até estiveram cá durante uma época, em testes. O valor em dívida não chegou e ficou-se só pelos kamov's.
Cumprimentos,
Tem a certeza que foi mesmo assim? Foi mesmo pago com a "tal" divida? Contaram-lhe isso ou acha que foi assim, porque deram a entender isso na tv?
Eu nao tinha tanta certeza disso.... :whistlinggd5:
Quanto ha hipotese de vender os kamovs ( segundo o raciocinio dos topicos anteriors.... ) a ideia até pode ser boa, mas pergunto, quem compra? (como quem ia comprar os Puma da Fap...)
É que para informação, existe um setimo Kamov, com uma pintura semelhante aos da EMA, e da ultima vez que o vi, estava dentro de um hangar em Cascais, com pouca ou nenhuma hora voada "comercialmente" ....
Se foi um erro adquirir este modelo? Julgo que sim, outro modelo (e nada militar ou ex-militar), mais multi-role....
Se é um erro vender os Kamov's? Nao sei, tenho é duvidas que seja assim tão fácil como os "entendidos" julgam... Para nao falar em contratos assinados...
Cump
Segundo consta os KAMOV não possuem ainda certificação EASA motivo pelo qual não existe nenhema seguradora que aceite efectuar o necessário, à semelhança dos automóveis, seguro de responsabilidade civil.
Como forma de contornar este problema existe uma portaria conjunta da Administração Interna e das Obras Públicas (?) que determina serem os KAMOV aeronaves de estado.
Assim, à semelhança das viaturas automóveis e porque o Estado é uma pessoa de bem e responsável, estes helicópteros estão dispensados do seguro de responsabilidade civil.
Para operação civil / particular será dificil a inclusão do KAMOV na frota de qualquer outro operador e será desse mal que padece o que está em Cascais e que pertence à HeliPortugal (?).
PS:
Na senda da poupança de dinheiro o mesmo 'esquema' foi posteriormente aplicado aos Ecureil da EMA levando à não contratação do seguro de responsabilidade civil destes helicópteros, embora tal fosse possível.
Segundo consta os KAMOV não possuem ainda certificação EASA motivo pelo qual não existe nenhema seguradora que aceite efectuar o necessário, à semelhança dos automóveis, seguro de responsabilidade civil.
Como forma de contornar este problema existe uma portaria conjunta da Administração Interna e das Obras Públicas (?) que determina serem os KAMOV aeronaves de estado.
Não sei se os "nossos" se enquadram, devido a algumas alterações "customisadas", tal como alguns avionicos e a porta do lado direito, mas a EASA ja emitiu um type certificate para o tipo
https://easa.europa.eu/certification/type-certificates/docs/rotorcrafts/EASA-TCDS-R.133_(IM)_Kamov_Ka--32A11BC-02-08062011.pdf
O Governo vai lançar, ainda este ano, um mega concurso que inclui, a operação dos 6 Kamov + 3 Ecureuil B3 e respectivas manutenções, mais 2 Médios para o INEM, mais 5 Helicópteros ligeiros permanentes. Sairá em Abril, para o novo operador "vencedor" começar a operar em Outubro, é o que se fala......
Inaer, Heliportugal, Omni e Helibravo estarão na calha.....
Não sei se os "nossos" se enquadram, devido a algumas alterações "customisadas", tal como alguns avionicos e a porta do lado direito, mas a EASA ja emitiu um type certificate para o tipo
https://easa.europa.eu/certification/type-certificates/docs/rotorcrafts/EASA-TCDS-R.133_(IM)_Kamov_Ka--32A11BC-02-08062011.pdf
A certificação tipo é para Kamov 32-A11BC com dois motores KLIMOV TV3-117VMA.
De acordo com o RAN 2010 os helis da EMA são Kamov 32-A11BC com dois motores SICH TB3-117BMASE.
A certificação tipo é para Kamov 32-A11BC com dois motores KLIMOV TV3-117VMA.
De acordo com o RAN 2010 os helis da EMA são Kamov 32-A11BC com dois motores SICH TB3-117BMASE.
Mais essa.... pcorn pcorn (a somar aos aviónicos e porta :whistlinggd5:)
O Governo vai lançar, ainda este ano, um mega concurso que inclui, a operação dos 6 Kamov + 3 Ecureuil B3 e respectivas manutenções, mais 2 Médios para o INEM, mais 5 Helicópteros ligeiros permanentes. Sairá em Abril, para o novo operador "vencedor" começar a operar em Outubro, é o que se fala......
Inaer, Heliportugal, Omni e Helibravo estarão na calha.....
O problema é enquadrar legalmente um operador comercial privado (COTA/COA) de forma a poder operar aeronaves de Estado, nomeadamente os Kamov, por não possuirem certificação de tipo reconhecida pela EASA.
É algo que não existe em mais lado nenhum, nem a EASA prevê sequer.
Caro 5fthover:
andei bastante ocupado:
http://videos.sapo.pt/LOIdkG2m9rsudDb8g3fD
Bons voos :)
Se querem um exemplo de onde as coisas funcionam bem, é ver a colaboração entre Marinha, Exército, Força Aérea e Protecção Civil, nos Açores.
http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=17692&visual=3&layout=10&tm=7
vBulletin® v3.8.7, Copyright ©2000-2012, Jelsoft Enterprises Ltd.