PDA

Vizualizar Versão Completa : TAP ganha mercados com a Continental


Jopeg
27-10-09, 10:28
Caros,

In Económico:


TAP ganha mercados com a Continental

Hermínia Saraiva
27/10/09 00:05


A entrada da companhia americana na Star Alliance é hoje anunciada. A TAP beneficia com a operação.

Para os passageiros da TAP, o efeito mais visível da entrada da Continental na Star Alliance será a possibilidade de acrescentar milhas ao cartão de passageiro frequente por cada voo na companhia norte-americana. Mas para a equipa de Fernando Pinto as vantagens são muito superiores.

A entrada da Continental na Star Alliance depois de se ter desvinculado da Sky Team, permitirá à TAP reforçar a cobertura na América do Norte, abrindo à empresa liderada por Fernando Pinto todo o mercado servido pela Continental. Mas há mais. A adesão da Continental à Star Alliance, que é hoje anunciada nos EUA, servirá "potencialmente de alimentação à rede europeia e africana da TAP", uma vez que a Continental voa directamente para Lisboa, explica fonte oficial da empresa portuguesa.

O propósito é aplicável a qualquer uma das 24 companhias aéreas que já fazem parte da Star Alliance e responde por um dos primeiros objectivos de criação das grandes alianças mundiais do sector de aviação: ligar os sistemas de voos das companhias por forma a que os passageiros possam reservas voos para mais destinos. Mas o novo paradigma do sector da aviação, que começou com a crise provocada pelo 11 de Setembro de 2001, e sai reforçada pela actual situação de crise, obrigou as alianças a rever as suas práticas e o apoio que dão a cada um dos seus membros. "As companhias que estão integradas em alianças têm muito mais possibilidade de combater a diminuição da procura, de fazer passar mais-valias de umas para as outras", diz João Moutinho, comandante da TAP.


Integração da TAP rendeu 30 milhões

Em 2008, a integração da Star Alliance rendeu à TAP cerca de 30 milhões de euros em receitas, precisamente pelo tráfego que é potenciado através das outras companhias. Ainda não existem números que permitam avaliar o peso da Star Alliance na facturação da TAP em 2009, mas "as expectativas são de que, com a inclusão de novos membros, haja mais fluxos de alimentação para a rede TAP, logo mais tráfego e mais receitas", diz fonte da companhia portuguesa. Também do lado dos custos a TAP deverá sentir o efeito Star Alliance. Segundo a mesma fonte, a empresa está "a reforçar projectos indutores de eficiência e redução de custos, que jogam num maior aproveitamento de sinergias". Estão aqui incluídos projectos ligados ao sistema de reservas ou partilha de sistemas informáticos.

Quem já fez as contas foi a United Airlines. Membro co-fundador da Star Alliance, em 1997, a companhia norte-americana esteve em conversações com a Continental para uma eventual fusão e estima agora vir a conseguir ganhos de 100 milhões de dólares por ano.

No futuro, os analistas do sector acreditam que se pode caminhar para um modelo de partilha de lucros, de empregados, uma maior coordenação do sistema de rotas, e até uma maior partilha de recursos para a compra de aviões. Na prática, as companhias pertencentes a uma aliança já usufruem de condições mais vantajosas na renovação das suas frotas. Quanto maior a encomenda maior poderá ser o desconto.

A TAP faz parte do sistema de compra conjunta de combustível da aliança, que este ano poderá permitir aos membros poupanças na ordem dos 15 milhões de euros.



Cmps,

Jopeg