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#1 |
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Membro
Registado em: Jan 2011
Posts: 4
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in http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/...60.html?page=0
Boing 737. O avião mais popular do mundo pode desfazer-se no ar A cada 2,5 segundos, há um Boeing 737 a levantar voo em literalmente qualquer parte do mundo. É o avião mais popular entre as companhias aéreas para fazer voos domésticos e a maior fonte de lucros para a fabricante aeronáutica. Mas o sucesso do 737 esconde um segredo perigoso, que a Boeing não quer que se saiba: há um problema intrínseco na concepção do avião, que remonta aos anos sessenta. Uma investigação da Newsweek revela detalhes alarmantes sobre este problema, relacionado com a fuselagem, que esteve na origem de vários acidentes e continua a não ser abordado pela Boeing – pressionada pela crise, pela Airbus e pela mudança de cenário introduzida pelas companhias low cost. O problema central é a fraca espessura da liga de alumínio para o revestimento da fuselagem. De cada vez que o avião voa, a pressurização e despressurização colocam o revestimento em esforço. Quanto mais voos faz, mais o modelo corre o risco de ter o revestimento enfraquecido. E essa falha de design, que tem origem em 1964, nunca foi totalmente corrigida pela Boeing. A Newsweek relata o mais recente caso relacionado com este problema: aconteceu em abril do ano passado com um voo da Southwest Airlines, de Phoenix para Sacramento, com 118 passageiros a bordo. O 737 tinha acabado de atingir a sua altitude de cruzeiro quando se ouviu um estoiro e as máscaras de oxigénio caíram. O avião tinha sofrido uma perda súbita e extrema de pressão na cabine; o revestimento do avião tinha sido descascado, mas os pilotos conseguiram aterrar em segurança. Dois anos antes, outro avião da Southwest sofrera um incidente semelhante. Os investigadores descobriram falhas graves nas juntas, algo que não era apenas um problema isolado de fabrico. De acordo com a Newsweek, um 737 tem uma vida útil de 60 mil voos em segurança. Mas este modelo tinha feito apenas 39,781 voos; era cedo demais para quebrar. O problema, dizem os especialistas consultados pela revista, é uma lacuna endémica no design da fuselagem do 737. A Boeing respondeu às questões dizendo que o avião tem sofrido alterações e melhorias e tem um registo excelente ao nível da segurança. Mas como o design original é dos anos sessenta, há limites para as melhorias que se podem fazer. Um dos primeiros casos – fatais – foi o do 737 de uma companhia de Taiwan, que caiu e matou toda a gente a bordo em 1981. Os investigadores descobriram que o avião transportava frequentemente peixe congelado e tal tinha causado uma corrosão fatal no revestimento. Sete anos mais tarde, um avião da Aloha Airlines ficou com um buraco no tecto e expôs os passageiros ao céu aberto; uma assistente de bordo foi sugada mas os pilotos conseguiram pousar o avião. O problema? Tinha feito muitos voos de curta duração com um ambiente muito húmido, o que resultou em corrosão e fadiga do metal (demasiado fino e leve). Uma das maiores autoridades na matéria, o professor Tony Ingraffea da Cornell's School of Civil and Environmental Engineering, diz que o design da fuselagem do 737 é o seu “calcanhar de Aquiles”. “A espessura do revestimento mantém-se a mesma ao longo das novas séries. Não é possível mudar isso sem mudar tudo o que acompanha o revestimento – iria constituir um redesenho radical, algo que nunca foi feito”, explica. A Boeing planeou construir um 737 completamente novo, com materiais compósitos resistentes à corrosão. Mas a Airbus anunciou grandes melhorias ao rival A320 e conquistou 1200 encomendas num ápice. A Boeing decidiu abandonar então os planos e optou por uma nova adição, o 737 MAX, com um motor 10% a 12% mais eficiente em termos de combustível. A fuselagem é que é a mesma. “A Boeing está encalhada com um design que quer fazer voar para sempre”, rematou o especialista Ingraffea. |
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#2 |
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Membro
Registado em: Oct 2009
Posts: 602
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Notícia sensacionalista...
O B737 é um belíssimo produto, tendo sido produzido em maior número que qualquer outro "airliner" até hoje e acumulado vários milhões de horas de voo desde então. Para além disso, o design das aeronaves é todo um conjunto de compromissos com a segurança. O avião mais seguro é aquele que não sai do chão... Para manter a segurança em níveis aceitáveis, os fabricantes há muito que fazem constantes avaliações da segurança do design das suas aeronaves. São obrigados a fazê-lo. É um ciclo permanente que dura até muito anos após o fim da respectiva produção. Dessas análises podem resultar a emissão "service bulletins", de novas instruções ou tarefas de manutenção, de alterações aos intervalos das inspecções, entre outros, que permitem corrigir desde falhas intrínsecas de design até a problemas resultantes dos tipos de operação a que as aeronaves estão sujeitas. Depois disto, são os operadores os responsáveis por cumprir as prescrições dos fabricantes, sejam as limitações operacionais, sejam as limitações de aeronavegabilidade e manutenção, e sempre numa perspectiva de constante avaliação da segurança operacional e minimização dos riscos. |
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#3 |
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Membro
Registado em: Apr 2010
Posts: 567
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Se for assim tão sensacionalista aguardemos então pelo respectivo processo em tribunal no EUA!
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Cumprimentos Hugo L. |
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#4 |
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Membro
Registado em: Oct 2009
Posts: 836
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Só o título da notícia fez com que de imediato não tivesse paciência para a ler. Passo.
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#5 |
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Membro
Registado em: Oct 2009
Posts: 1,035
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#6 |
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Membro
Registado em: Apr 2010
Posts: 567
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pois isso não sei... mantenho o que disse sem sequer ter conhecimento técnico do caso!
Se assim é a Boeing quererá proteger o seu bom nome!
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Cumprimentos Hugo L. |
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#7 |
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Membro
Registado em: Oct 2009
Localização: Madeira
Posts: 3,066
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Alguma advogado de "Tort law" a querer chupar indemnizações.
Há uns 20 anos descobriu-se uma falha de desenho que levava à inversão do movimento do rudder. Cairam vários aviões por causa disso, http://en.wikipedia.org/wiki/Boeing_737_rudder_issues Nunca ninguém os deixou de voar, nem de comprar. Sobre os casos que fala: "..m avião da Aloha Airlines..." O avião da Aloha fazia voos de 30 minutos o dia inteiro (como a SATA entre ilhas) de aeroportos junto ao mar. Esteve exposto a factores de corrosão de alto risco e não havia manutenção adequada, e foi o que se viu. "A Boeing está encalhada com um design que quer fazer voar para sempre”, já tiraram as sobrancelhas do cockpit :)
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------------------------------------------------------------- http://clearedfortakeoff.blogspot.com |
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#8 |
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Membro
Registado em: Oct 2009
Posts: 141
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Que notícia rídicula... se é que se pode chamar a isto notícia. Ainda para mais só referem 737's da velha geração... se calhar então aparentemente a Boeing resolveu o probleema, ou às tantas o senhor Ingraffea deve saber tanto do assunto que nem sabe que a Boeing já tem uma nova versão do 737. E mais, quem numa notícia nem se dá ao trabalho de ver como se escreve Boeing... está tudo dito :)
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#9 |
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Membro
Registado em: Oct 2009
Posts: 336
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A noticia é mesmo puro BS! Se houvesse duvidas ( baseados em findings concretos) haveria AD e neste caso se calhar uma Emergency AD, para se inspecionar isto ou aquilo. Já aconteceu. E por exemplo no 757 houve uma AD que saiu para se inspecionar com HFEC a "crown area". As AD são muitas vezes baseadas em findings e feedback de opreadores ou MRO ( são obrigadas a isso, sob pena de perderem as licencas Part 145).
o 737 é dos avioes que mais voa no mundo. Se houver um acidente, a probabilidade de ser num 737 é substancialmente superior, pois existem muitos 737 a voar. No entanto isto tambem abona a favor do 737: Não é todos os dias que ( E FELIZMENTE) ha acidentes com avioes. Em termos estatisticos o 737 é seguro e fiável. |
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